A demora no atendimento no Hospital Francisco de Assis (HFA) revoltou os pais das crianças que aguardavam consultas nesta sexta-feira (31).
A recepcionista Edilaine Ferreira, de 28 anos, esperou quase oito horas com seu filho de 12 anos com febre, tosse e dificuldade para respirar. ” Eu cheguei era três e meia da tarde, fiz minha ficha às quatro e dez. Entramos às onze horas da noite na sala do médico para sermos atendidos. Ele fez raio x e exame de sangue”.

Ela relatou que por volta das oito horas da noite a recepção do hospital tinha pelo menos 15 crianças aguardando atendimento e que essa demora se estendeu ao longo da noite. “Tinha muita gente lá. O pessoal reclamou muito da demora, algumas pessoas foram embora sem passar pelo médico e outras foram buscar tendimento em Anchieta. Tinha uma mãe que estava lá desde uma hora da tarde e só conseguiu entrar mais de oito horas da noite com o filho de dois anos doente”.
“Eles falaram que a demora é porque trocou o plantão e teve um médico que teve um problema no carro e não conseguiu chegar. Só que a troca foi às sete horas da noite e os outros médicos que estavam lá? Acumulou gente na recepção antes de mudar o plantão. Eles não tinham uma explicação lógica para dar”, desabafou a mãe.
Segundo Edilaine, a demora no atendimento é constante no HFA. “Essa não é a primeira vez que passamos por isso aqui. No início o atendimento era muito bom, mas agora estar péssimo. Demora demais, a gente até compreende uma hora ou duas, mas mais do que isso não dá. As crianças estavam lá com fome porque não tinha nada para a gente alimentar nossos filhos. Meu filho tem 12 anos e até aguenta, mas para as criancinhas menores isso fica complicado”.
Explicação: O Portal 27 procurou o hospital para saber o porque na demora do atendimento. O Hospital Francisco de Assis informa que por ser um hospital de urgência e emergência, pacientes que chegam nesses quadros têm seu atendimento priorizado. Ontem o plantão foi atípico, com muitas demandas emergenciais e o Pronto Atendimento estava operando em sua capacidade máxima. O HFA reitera que nenhum paciente deixa de ser atendido e que os responsáveis devem compreender a classificação de risco. Pacientes com demandas menos críticas devem procurar as Unidades de Saúde mais próximas.











