Uma mulher de 23 anos está há dez dias lutando pela vida na UTI do Hospital São Lucas, em Vitória. Ela levou 22 facadas, que atingiram os braços, o tórax e o rosto, e uma pedrada na cabeça. O crime aconteceu na madrugada do dia 17 em um matagal próximo ao campo, localizado na rua Valdir Vieira da Conceição, no bairro Perocão.
Segundo o delegado, a faca usada para cometer o crime foi encontrada no local ainda com sangue.

O caso está sendo investigado pela Delegacia de Crimes Contra a Vida (DCCV). Segundo o delegado titular da DCCV, Tarik Souk, a vítima é usuária de drogas e teria ido ao local na companhia de quatro homens, sendo dois adolescentes de 16 e 17 anos e dois adultos de 26 e 38 anos, para usar cocaína e manter relações sexuais.
Ainda de acordo com o delegado, a jovem já havia se desentendido anteriormente com um dos homens e dois deles foram para o local armados com facas para assassiná-la. “Um dos autores relata que ela o ameaçava e o xingava. Mas, também há a informação de que ela trabalhava para o tráfico de drogas, mas isso ainda não foi confirmado”, disse Tarik.
O delegado relatou que inicialmente a vítima manteve relações sexuais com seu consentimento com todos os homens. Mas, houve um desentendimento e ela acabou levando as facadas. Depois que já estava ferida ela ainda levou uma pedrada na cabeça.

A vítima foi socorrida no dia seguinte quando um morador da região viu que havia uma mulher ferida no meio do mato e chamou o Samu, que a levou para o Hospital São Lucas, onde permanece em coma.
Tarik revelou ainda que existe a suspeita de que ela também tenha sido estuprada por um dos homens após já estar desacordada. Os médicos do Departamento Médico Legal (DML) também compareceram ao hospital para recolher material genético da vítima e realizar exames que comprovem o estupro.
Na última quinta-feira (22) os peritos do DML realizaram a perícia no local. “O local do crime estava preservado. Lá estava a faca suja de sangue, o local tinha muito sangue ainda e a pedra tinha sangue e cabelos da vítima grudados”.

De acordo com o delegado, os três homens foram conduzidos à delegacia na última quarta-feira (21) e explicaram a participação que tiveram no crime. Um deles fugiu e se apresentou no dia seguinte alegando inocência.
Após serem ouvidos, eles foram liberados por não terem sido presos em flagrante e terem colaborado com as investigações. Mas caso a jovem venha a morrer, podem responder por homicídio qualificado podendo pegar de 12 a 30 anos de prisão.











