No dia 10 de abril, o Portal 27 postou uma matéria sobre a ida do atleta paraolímpico Breno Braga da Costa a Curitiba, onde representaria nossa cidade no Circuito Loterias Caixa. Hoje temos muitos motivos para comemorar, porque a competição resultou em 91 medalhas para nosso estado, sendo 66 no atletismo e 25 na natação.
Breno faz parte disso, o menino de apenas 14 anos voltou para Guarapari com a medalha de Prata nos 200 Medley. Para ele, que encontrou na natação uma grande motivação, essa vitória foi muito importante: “a emoção foi forte, porque eu não esperava que ia ganhar a medalha de prata no Medley”, afirmou.

Outro atleta de Guarapari também teve participação no quadro de medalhas. O paratleta Renato Madeira é amputado de uma perna e conquistou o bronze no lançamento de dardo, categoria F57 masculino. Para ele, a conquista é importante porque “é um começo de temporada e você começar sendo contemplado com uma medalha em uma prova em que você é forte, é recompensante, uma resposta pelo pouco trabalho que foi feito, mas já surte efeito para o atleta”, afirmou.
Renato está no top 10 de sua categoria, entre quase 52 atletas e tem planos para o futuro. “Vou para o paraolímpico universitário que dá índice para a segunda fase do nacional e para o brasileiro, a intenção agora é trabalhar duro e se houver algum torneio no entremeio a gente participa para verificar o desempenho. Meus grandes motivadores são meus filhos, quando eu os vejo felizes dizendo que “papai ganhou uma medalha”, é gratificante. Que isso sirva para animá-los para o esporte e para aqueles deficientes que pensam em ficar em casa, é importante que eles saibam que o esporte é bom, é gratificante, e pode leva-los onde jamais pensaram chegar”, afirmou o atleta.

Anchieta também fez bonito na participação do Circuito Loterias Caixa. Um paratleta da cidade ganhou três medalhas. Edson Júnior, que é cego total, conquistou o 2° lugar nos 200 metros, 2° lugar nos 1.500 metros, 3° lugar nos 800 metros, trazendo para o estado duas medalhas de prata e uma de bronze. Juntamente com ele, seu professor, que o guiou durante os percursos, também ganhou as medalhas. Para Edson é uma grande alegria ser reconhecido. “Consegui três medalhas, apesar de não ter treinador. Com a ajuda do Eduardo eu consegui. Pra mim é uma alegria competir, treinar, fazer esporte”, afirmou. Edson lamenta que seu antigo treinador só tem horário à noite para auxiliá-lo e, segundo informações, Anchieta não dispõe de motorista para trazê-lo nesse horário até Guarapari, onde treinava com Luiz.
Luiz Eduardo Oliveira Neves auxilia o Edson Júnior e é treinador de um outro atleta que nesse ano não trouxe medalha, mas Vanderly de Athaides Loyola, que também é de Anchieta, tem feito bonito Brasil afora. Segundo Luiz, o atleta ficou em 5º lugar nesse ano, pois sentiu muitas dores, dois anos seguidos que ele ganha o dardo”, Vanderly ficou também em 8º no arremesso de peso, afirmou o treinador que lamenta o pouco patrocínio recebido por seu atleta: “ele sentiu muitas dores na coluna, em função das 26 horas de viagem de ônibus de Vitória a Curitiba”.

Luiz se sente realizado trabalhando com atletas paralímpicos. “É muito importante para mim trabalhar com estes atletas, vendo cada um superar seus limites. Com isso resolvi me capacitar e hoje sou treinador paralímpico Nível II de Atletismo, certificado pelo CPB (comitê paralímpico Brasileiro). Quem trabalha com o paradesporto consegue ver a evolução deles como atleta e como pessoa, muitos chegam tristes, até depressivos, e o esporte acaba sendo uma forma de tentarmos reintegrá-los, se sentirem importantes para a sociedade”, afirmou o treinador.
Transporte. “Na equipe capixaba, alguns atletas que possuem bolsa conseguiram ir de avião, quem não possui bolsa, que não tem apoio do governo e prefeitura, foi de ônibus. As 11 entidades conseguiram o ônibus para ir para Curitiba, 26 horas de Viagem. O ônibus foi dado aos atletas pelo IFES PIÚMA através de parceria com IFES CAMPUS Vitória”, finalizou Luiz.










