Quem quer empreender em Guarapari além da crise, deve lutar também contra a insegurança. Um comerciante teve que dormir dentro da loja e espantar ele mesmo, um ladrão que tentou entrar em seu estabelecimento pela segunda vez em menos de dois dias.

Um comerciante teve que dormir dentro da loja e espantar ele mesmo, um ladrão

Somente neste final de semana foram dois arrombamentos, totalizando mais de R$ 5 mil em prejuízos. “A sensação é de insegurança o tempo inteiro agora. Depois que o meliante entrou pela primeira vez, acredito que seja o mesmo que tentou vir pela segunda vez. Não viram a presença da polícia novamente, e vieram. A gente se sente impotente diante dessa situação de violência que existe em nossa sociedade”, relata o comerciante Valkimar Moreira, 30 anos.

Ele guarda a pedra usada pelo meliante na primeira madrugada para quebrar a vidraça, conta que está sentido na pele, o preço da insegurança.  O primeiro arrombamento aconteceu na madrugada de sábado, quando a vidraça foi destruída e os vizinhos do estabelecimento comercial acordaram assustados com o barulho.  

“Os vizinhos ficaram muito assustados porque depois do barulho, o alarme disparou. Mas ao olharem para a loja, não viram mais ninguém. O meliante pegou o produto de maior valor da loja em poucos segundos e fugiu de bicicleta”, conta Valkimar.

Tapumes. O produto roubado foi uma caixa de som portátil de marca, que custa mais de R$ 3 mil. A loja foi fechada com tapumes, e preocupado, o comerciante decidiu dormir no interior do comércio.

Durante a madrugada de ontem, por volta de 1h30, um barulho o acordou. Era o meliante retirando o tapume para entrar mais uma vez. “Primeiro ele tentou apenas retirar o tapume lentamente, mas vendo que não era possível, tentou quebrar com violência. Eu levantei com a faca na mão e gritei. Ele saiu correndo em direção ao comparsa e fugiu. Eles estavam de bicicleta”, lembra o comerciante ainda muito revoltado. Veja o vídeo que ele publicou nas redes sociais. 

A loja possui sistema de segurança e câmeras de videomonitoramento, desde o primeiro arrombamento os seguranças do sistema chegaram rapidamente, mas para encontrar a polícia, o comerciante disse que precisou ligar para o 190, e reclama da falta de segurança. “Precisamos dessa segurança policial. Os meliantes perceberam que não há, e estão agindo. Vários comerciantes estão sofrendo”, completa.

PM afirma que a polícia está presente. O responsável pelo setor de planejamento do 10º Batalhão da Polícia Militar de Guarapari, capitão Rodrigo Lourencini, afirma que no Centro, onde está localizado o estabelecimento comercial arrombado duas vezes durante a madrugada, há uma viatura que circula 24 horas pelas ruas. 

No entanto, o meliante acaba cometendo o furto muito rapidamente, enquanto a polícia está passando por outro local. “Para a polícia militar é complicado resguardar a todo momento todos os comércios de Guarapari ao mesmo tempo. O patrulhamento é feito, e quando dizemos que é feito 24 horas, ele é feito 24 horas. O centro tem uma viatura específica e o meliante observa se o comércio é mais acessível. A falta de grades chamou a atenção e infelizmente ele agiu”, explica o capitão.

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