Fernando Otávio assumiu mais um mandato como presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil de Guarapari (Sindicig). Com 20 anos de atuação na cidade, o Sindicig se prepara para os futuros desafios do setor. “Logo no começo do meu mandato anterior, tivemos grandes desafios, como greves, crises econômicas, instabilidade politica e outras coisas”, explica Fernando.

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Fernando toma posse e garante Sindicato atuante na cidade.

Para ele, neste novo mandato, os desafios não param, pois em Guarapari ainda existem muitos entraves para o desenvolvimento. Fernando reforça que a construção civil, juntamente com os poderes públicos, tem muito a contribuir com a cidade. “Temos que fomentar o nosso desenvolvimento, através do turismo, por exemplo. Pois se o turismo crescer, a nossa indústria cresce. Dou como exemplo a cidade de Camboriú, que é efetivamente turística e onde a construção civil é muito boa”, explica.

Além do turismo, Fernando entende que outro ponto da nossa economia deve ser trabalhado mais rapidamente. “Não temos ainda o nosso polo industrial. Seja ele, logístico, de serviços ou tecnológico, que além de aquecer a economia, também favorece a indústria da construção”, explica.

Em Guarapari, a indústria da construção civil é responsável por cerca de 40% dos impostos arrecadados pela cidade. Mesmo assim, ainda tem grandes dificuldades de expandir e gerar ainda mais empregos. “Existem grandes projetos para a cidade, aprovados dentro da legislação, que não tem continuidade em virtude de questões jurídicas, propostas por algumas entidades, que impedem desenvolvimento e a geração de receita. Com isso o mercado fica incerto. Depois essas mesmas entidades cobram desenvolvimento na região. Mas como o município vai gastar se ele não recebe?”, pergunta Fernando.

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“Existem grandes projetos para a cidade, aprovados dentro da legislação, que não tem continuidade em virtude de questões jurídicas”

Para ele, o perfil do construtor e da construção civil, mudou muito nos últimos anos. “A imagem vem melhorando. O construtor e o seu produto vem evoluindo. É uma indústria da construção, ela é cada vez menos artesanal, o nosso profissional é cada vez mais industrial, com um sistema de proteção com exames, com proteção e segurança, com plano de saúde, seguro de vida, que muito funcionário do comércio não tem”, afirma.

O presidente acredita em parceiras, em união para o desenvolvimento da cidade. “Estamos preparando o construtor para o novo mundo. Melhorar a qualidade dos produtos e criar produtos mais sustentáveis. Se a construção, como parte da sociedade, contribuiu para uma situação irregular no passado, tem que contribuir agora para ela melhorar. Nós fazemos parte da sociedade e como parte disso, queremos ajudar a sociedade e os poderes constituídos, a atrair investimentos para o município”, finaliza.

Matéria publicada originalmente no jornal Portal 27 Impresso.

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