Familiares e amigos dos jovens Bruno Gobbi, Jéssica Mendes e Ricardo Henrique organizaram um abaixo-assinado contra as irregularidades na prestação de serviço da empresa que administra a Rodovia do Sol.

De acordo com o documento, são identificadas inúmeras falhas na rodovia, como iluminação precária, ausência de guard-rail, não há faixa específica e nem mesmo ciclovia que separe os veículos dos ciclistas, assim como não há nenhuma proteção para evitar o acesso de pessoas e animais à pista.

A família acredita que por causa dessas falhas, muitos acidentes acontecem ao longo da rodovia. “Depois que aconteceu o acidente com meus filhos, eu precisei ir à Vitória com frequência, por causa da minha filha que ficou internada. Assim, eu percebi as inúmeras irregularidades que o local apresenta, e foi por causa dessas falhas, que eu não tenho mais o meu filho, e seus companheiros”, relata Diana Márgara, mãe de Bruno e Letícia Gobbi.

30 mil assinaturas. Para os familiares, são necessárias 30 mil assinaturas para anexar o documento à uma ação civil pública que será entregue ao Ministério Público. “O abaixo-assinado vai fortalecer essa petição pública. Não queremos dinheiro da Rodosol, nós queremos melhorias, para que acidentes sejam evitados, e tragédias não aconteçam”, desabafa Diana.

Além dos amigos, o documento para ser assinado pode ser encontrado:

– Imobiliária Neuza Astori, na Praia do Morro, em frente ao quiosque 7
– Padaria do China, no Morro da Caixa D’Água
– Padaria do Irmão, em Muquiçaba
– Doce Mania, no Itapebussu
– Academia Fit-Box, no Itapebussu

Tragédia. No mês passado, três jovens e um ciclista morreram no mesmo acidente. A única sobrevivente da tragédia, Letícia Gobbi de 18 anos contou à imprensa que o carro onde eles estavam e era conduzido pelo irmão, ainda tentou desviar do ciclista que trafegava no meio da pista, mas acabou perdendo o controle. Ele bateu no ciclista, e colidiu de frente com um carro de transporte de cadáver da Polícia Civil. O ciclista e três integrantes do carro morreram. Semanas depois, um laudo divulgado pela perícia da Polícia Civil do Espírito Santo apontou que o ciclista Roberto Pereira da Silva, 31 anos, havia ingerido álcool e cocaína, antes do acidente, veja na matéria.

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