Após o feriado prolongado, os estudantes da Escola Municipal de Educação Infantil e Ensino Fundamental Professor José Antônio de Miranda, em Santa Mônica, foram surpreendidos por uma pequena obra que acabou fazendo com que muitos passassem mal na manhã desta segunda-feira (11).

Segundo o professor, com a aplicação da grama sintética diversos alunos passaram mal. Foto: Whatsapp.

O professor de Educação Física da escola Diogo Ferreira Gama, relatou que a instituição tem um jardim de inverno no pátio, mas como não estava sendo possível manter a grama natural, a diretora decidiu realizar a instalação de grama sintética no local. “Para a aplicação da grama sintética eles usaram um produto tipo cola de sapateiro, com um cheiro muito forte. Isso foi feito às 8 horas da manhã, em pleno horário de aula”.

Segundo o professor Diogo, as crianças de todas as turmas passaram mal e as menores foram as mais prejudicadas pela aplicação do produto. “As reclamações das crianças eram que estavam com falta de ar e dor de cabeça. Em várias salas as  crianças reclamaram porque é tudo muito próximo das salas de aulas. Algumas ficam em frente a esse lugar onde foi aplicado o produto e outras na parte de cima. Então as salas da parte de baixo foram as mais atingidas e nelas ficam justamente as crianças menores da escola, que tem crianças a partir de 4 anos”.

Ele disse ainda que mesmo as crianças se sentindo mal, as aulas continuaram normalmente. “Não foi liberado ninguém para ir embora para casa. As crianças reclamaram dessa situação dentro da escola”. O professor também afirmou que a diretora ordenou que a aplicação do produto continuasse. “A escola tem uma diretora e uma adjunta. A adjunta estava ciente de tudo e a diretora chegou depois e mesmo diante da situação mandou continuar o serviço”.

A aplicação da grama sintética foi realizada durante o período de aula nesta segunda-feira (11). Foto: Whatsapp

O professor afirmou que o cheiro do produto ainda deve incomodar os alunos por alguns dias. “ Segundo os rapazes que trabalham lá, o cheiro desse produto não saí rapidamente e deve continuar na escola por alguns dias ainda”.

Diogo também reclamou do serviço ter sido realizado durante o período de aula. “Geralmente, quando essas empresas são contratadas elas avisam o procedimento e como tudo acontece, principalmente, quando é para ser feito em uma escola. Não sei se ela teve essa informação, mas de qualquer forma, teve todo esse recesso com a escola desde quinta-feira sem aula. Poderia ter feito isso antes, não precisava ser na segunda-feira quando as crianças estão voltando. Aplicar um produto forte daqueles foi uma coisa completamente sem nexo”.

“Se ela ao menos dissesse que não sabia que o produto era forte, mas mandasse parar tudo bem. Mas não, mandou continuar. Os pais quando chegaram foram lá e reclamaram com o pessoal da portaria. Tem professores que são alérgicos e nem sei se conseguiram dar aula. Foi um transtorno e o risco que se correu dentro da escola a preço de nada porque era algo que não estava atrapalhando nada no cotidiano da escola então para que colocar todo mundo em uma situação dessas?, questionou o professor.

O Portal 27 procurou a prefeitura para saber porque a obra foi realizada durante o período de aula, porque os alunos que estavam passando mal não foram liberados e porque mesmo diante da reclamação dos alunos a diretora ordenou que o serviço continuasse. Mas até a publicação da reportagem, a prefeitura não nos enviou respostas. 

Atualizado as 16h15. A secretaria Municipal de Educação enviou e-mail para nossa equipe dizendo que: 

Nota de Esclarecimento
“A Secretaria de Educação esclarece que a decisão pela instalação de grama sintética foi tomada em reunião do Conselho de Escola, que é órgão colegiado com representantes de todos os segmentos da Comunidade Escolar.

Após deliberação em Conselho de Escola, foram instaladas 26m² de grama sintética no jardim interno da Escola Prof. José Antônio de Miranda, com objetivo de ofertar mais um ambiente de recreação para os alunos, considerando que a grama sintética necessita de pouca manutenção e possui grande consistência e maciez em sua superfície, se comparada à grama convencional.

O referido serviço foi realizado em dia letivo pelo fato de a Empresa possuir o respaldo dos institutos de saúde comprovando que os materiais utilizados para fabricação e instalação da grama sintética são todos livres de riscos.

A equipe pedagógica da Escola estava presente no momento da instalação e não foi detectada nenhuma reação das crianças, sendo assim, não houve necessidade de liberação dos alunos. Há que se considerar também que as salas de aulas e corredores da escola são amplos e bem arejados, o que favorece a evaporação de qualquer tipo de cheiro.”

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