Terceiro dia da novena será presidida por Dom Orani João Tempesta, Cardeal Arcebispo do Rio de Janeiro, na terça-feira (02/6) às 19h, no Santuário Nacional de São José de Anchieta. Com uma vida dedicada à evangelização, José de Anchieta é um exemplo para os jovens missionários. A sua fé a confiança em Deus foram os principais motivos que o levaram a vir ao Brasil com apenas 19 anos, destacou o arcebispo do Rio de Janeiro, Cardeal Orani João Tempesta. 

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Cardeal Dom Orani Tempesta é a personalidade mais influente da Igreja Católica na América Latina.

Dom Orani João Tempesta, Cardeal Arcebispo do Rio de Janeiro, é ­- na atualidade – uma das personalidades mais influentes da Igreja Católica na América Latina. Anfitrião do Papa Francisco durante sua visita ao Brasil, Dom Orani ficou em evidencia e foi o responsável pelo sucesso da Jornada Mundial da Juventude Rio 2013. A timidez e a capacidade de conciliação estão entre principais características de Dom Orani.

 Sua popularidade transformou a festa do Círio de Nazaré no Belém do Para uma das maiores do Brasil, reunindo até 3 milhões de pessoas anualmente. Aproveitou tudo e todos por uma evangelização eficaz, marcando presença nos meios de comunicação, ampliando a visibilidade do tradicional Círio de Nazaré, constituindo a Basílica de Nazaré o maior santuário mariano da Amazônia. No norte do Brasil, Dom Orani é popularmente reconhecido como o “Pastor da Amazônia”.

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Ele estará no Estado do Espirito Santo paras as comemorações do mais novo padroeiro do Brasil.

 “Como ser humano era cristão e como cristão foi chamado a servir a Deus na vida consagrada como jesuíta e como sacerdote”, destacou Dom Orani durante a entrevista. O santo também foi muito importante para a história do Brasil. “É impossível escrever a história sem a presença de José de Anchieta”, completou o arcebispo. Ele lembrou que o santo esteve presente em episódios de fundação de cidades, pacificação de indígenas, questões de saúde, com as Santas Casas de Misericórdia.

 Investindo em educação, cultura e respeito às diferenças, José de Anchieta “soube encontrar os caminhos” para anunciar o Evangelho. “Naquele jovem agia o Senhor e por causa da fé entrou na companhia e aceitou a vinda para cá, trabalhou incansavelmente e como evangelizador, soube aproveitar o teatro, a música as tradições para isso. Buscou inculturar-se”.

 Quando o Papa Francisco esteve no Brasil, também falou sobre a evangelização do santo, relembrou Dom Orani. Durante a missa de envio da Jornada Mundial da Juventude, o Pontífice citou a importância da vida de santidade do jovem, que, como beato (ainda não havia sido canonizado), foi um dos intercessores da Jornada Mundial da Juventude. “Um grande apóstolo do Brasil, o bem-aventurado José de Anchieta, partiu em missão quando tinha apenas 19 anos! Sabem qual é o melhor instrumento para evangelizar os jovens? Outro jovem! Este é o caminho a ser percorrido!”, disse o Francisco.

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Nascido de uma família de origem italiana no interior de São Paulo, Dom Orani tem uma trajetória de vida e de dedicação à Igreja.

 “É muito bom ver como um jovem, na época com 19 anos, fez a diferença”, afirmou Dom Orani. O arcebispo ressaltou que além das questões políticas e históricas, das quais Anchieta teve participação imprescindível, ele soube sempre priorizar um trabalho evangelizador “testemunhar cristo, apresentar Cristo às pessoas”. E, com a sua atitude, levou o País a constituir bases cristãs. “Trouxe os valores do Evangelho, mostrando que quem vive o Evangelho mesmo nas crises culturais e nas dificuldades sabe fazer o bem”, pontuou o cardeal.

 É preciso, de acordo com Dom Orani, visualizar o exemplo de Anchieta e pô-lo em prática em tempos de conflitos. “Quando se vive o Evangelho e coloca em prática a Palavra de Deus, ela vai conduzir o nosso modo de viver, de ser e de olhar o ser humano. José de Anchieta soube ter em seus alicerces justamente a fé cristã e por isso ele é feliz e bem-aventurado”. Ele lembrou ainda a preocupação do santo com as pessoas doentes. No Rio de Janeiro, em 1582, iniciou a construção da Santa Casa de Misericórdia. “Presença da Igreja junto ao povo que sofre”.

 

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