Um homem que se passava por Policial Federal foi preso na tarde de hoje em Guarapari depois de dar um golpe de R$ 1,6 mil em uma vitima na cidade. Os policiais da Delegacia de Crimes Contra a Vida (DCCV) de Guarapari foram os responsáveis pela prisão.

O suspeito, identificado como Piero André Lemos, 39 anos, buscava no site do Tribunal de Justiça nomes de presos e em seguida abordava os familiares deles dizendo que poderia dar um jeito de tirar o preso da cadeia através de influência. Ele chegava a simular uma ligação telefônica e citava o nome de um policial civil que realmente trabalha na Delegacia de Guarapari.

Piero André Lemos, 39, se passava por policial federal para dar golpes na cidade. Foto: João Thomazelli/Portal 27
Piero André Lemos, 39, se passava por policial federal para dar golpes na cidade. Foto: João Thomazelli/Portal 27

Para dar mais veracidade à história, Piero mostrava um distintivo da Justiça Federal e uma arma de pressão, similar a uma de verdade.

Na manhã de hoje, uma senhora procurou a delegacia dizendo que Piero havia pego um cheque de R$ 1,6 mil dela e garantiu que o irmão que está preso seria liberado. Disse ainda que o policial civil iria fazer a ponte com o presídio para libertá-lo. Para isso ele daria “um jeito” para resolver o problema.

Depois de dar o cheque, ela desconfiou da conversa de Piero e procurou a polícia. Como o policial civil citado trabalha na DCCV de Guarapari, ele e outros agentes começaram a fazer diligências pela cidade e encontraram Piero e a companheira saindo de um supermercado no Bairro Muquiçaba. Ele foi preso na hora.

na casa de André, a polícia encontrou documentos falsos e cheques. Foto: João Thomazelli/Portal 27
na casa de André, a polícia encontrou documentos falsos e cheques. Foto: João Thomazelli/Portal 27

No momento da prisão ele negou os crimes, mas depois confessou que usava o nome do policial para enganar as vítimas. De lá, eles foram para a casa do casal e encontraram os distintivos falsos e vários calçados comprados com o dinheiro adquirido com os golpes. A companheira dele, que é professora, disse que não sabia dos golpes e não acreditava nas conversas dele pelo telefone.

Em maio de 2008 Piero já tinha sido preso por praticar o mesmo golpe em Vila Velha. Na ocasião foram encontrados com ele, além de documentos falsos, foram apreendidas munições de vários calibres, inclusive de fuzis.

Até o encerramento desta reportagem, Piero ainda estava sendo interrogado pelo delegado de plantão. A polícia pede que se alguém reconhecer o suspeito e tiver sido vítima, que procure a delegacia para fazer o boletim de ocorrência.

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