Um dia após as fortes chuvas que atingiram Guarapari a população começa a somar os prejuízos. Casas, carros e comércios foram destruídos. A dona Leônia Dias Furtado, de 51 anos, é aposentada por invalidez e complementa sua renda com o aluguel de três kitinetes na Praia do Morro.

A filha dela, Jessica Dias da Silva, de 24 anos, relatou que as casas tiveram o telhado destruído e a força do vento deslocou a caixa d´água inundando uma das casas. “Quando a caixa d´água se deslocou o cano acabou estourando e a água invadiu  a única casa que estava alugada. Perdemos televisão, cama, colchão, sofá e as roupas e documentos do inquilino estão todos molhados”, explicou.

Casa destelhada e imóveis ficam inundados com água da caixa d´água.

As outras duas casas também tiveram os telhados arrancados pela forca do vento. Jessica contou que teve que pedir folga do emprego para ajudar a mãe com a limpeza dos imóveis e explicou que “Somando o telhado mais os moveis perdidos, acredito que temos um prejuízo de R$ 2.000,00. Isso fora o aluguel de R$ 450,00 porque o inquilino falou que vai sair da casa. Vamos tentar convencê-lo a ir para outra casa que não foi tão atingida, mas os moveis estão perdidos. Então acho que ele não vai querer”, diz

Ela disse ainda que como a aposentadoria da mãe não é suficiente para mantê-la precisam consertar os imóveis o mais rápido possível. “Vamos tentar o empréstimo para consertar as casas, mas tudo vai depender se o banco vai conceder “.

Outra pessoa que teve grande prejuízo foi o taxista Gláucio Gomes Correia, de 56 anos. O carro dele foi atingido por um muro quando ele estava estacionando na rua Linhares, em Muquiçaba. “Eu estava deixando minha irmã, minha filha e minha enteada na casa da minha irmã. Elas tinham acabado de descer e como estava chovendo muito decidi trocar o carro de lugar. Eu estava dentro dele dando marcha ré quando um pedaço do muro da vizinha desabou sobre o carro”, diz.

Táxi é atingido por um muro e prejuízo estimado é de R$ 6.000,00.

O carro ficou com o vidro traseiro, porta-malas, porta traseira do lado direito e o teto destruídos. O taxista calcula um prejuízo de no mínimo R$ 6.000,00. “Fui em algumas oficinas mas o pessoal esta com muito serviço, só vou conseguir arrumar o carro na próxima semana. Enquanto isso limpei o carro e desamassei como deu em um lava-jato para poder fazer umas corridas. As coisas já estão bem difíceis para os taxistas porque das vans e do Uber. O taxista não tira mais de R$ 600,00 por mês e uma pessoa com minha idade ninguém dá emprego. A única opção é essa e agora tenho que amargar esse prejuízo”, falou.

Gláucio explicou que “O carro não é meu, mas sou o responsável pelo veiculo. Ele não tem seguro e se tivesse, também não cobriria porque foi um dano causado pela natureza. Agora vou tentar conversar com a dona da casa para ver se quem sabe ela me ajuda”.

Apesar do prejuízo, ele agradece por não ter acontecido nada mais grave. “Deus me deu um livramento. Se eu tivesse demorado mais um segundo, teria acabado tudo porque o resto do muro também desabou”.

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