A frase parece pessimista. Mas essa é a constatação de mais uma eleição onde teremos em Guarapari uma profusão de candidatos disputando o cargo de deputado estadual. Com 120 mil habitantes, a Cidade Saúde poderia muito bem fazer pelo menos um deputado estadual com folga de votos.

Mas, além da quantidade de candidatos da cidade que sempre lançam seus nomes, a cidade viverá uma enxurrada de deputados “forasteiros”, muitos deles já com mandato, que contratam lideranças locais para trabalhar em suas campanhas e angariar votos. Isso dificulta a vida dos candidatos locais.

A Cidade Saúde poderia muito bem fazer pelo menos um deputado estadual com folga de votos.

Em Guarapari, temos pelo menos 10 nomes que devem se lançar a assembleia em 2018. Alguns não tem a mínima chance, vindo apenas para cacifar seus nomes para as eleições de 2020, de olho em uma vaga na Câmara ou na prefeitura. Claro que temos alguns nomes que tem mais chances de conquistar uma vaga na assembleia. Em outro artigo falarei mais sobre esses nomes.

Mas vai depender de muita coisa, coligação, partido, apoios, recursos financeiros e principalmente, aceitação popular. Em período político em que a população não acredita mais nos políticos, se sairá bem aquele que tiver um discurso alinhado com a vontade popular.

Fazendo um levantamento, Guarapari já teve como deputados Hugo Borges, Paulo Borges, Paulo Loureiro, Graciano Espíndula, Rodrigo Chamoun e Edson Magalhães. Os dois últimos deixaram a assembleia para ocupar cargos no governo do Estado e para voltar a prefeitura respectivamente. Rodrigo foi extremamente criticado por isso. Edson fez o mesmo e não recebeu críticas.

Porém, há um ano da eleição eu digo que possivelmente, com essa quantidade de candidatos locais e os outros que devem buscar votos por aqui, nós continuaremos sem um deputado estadual para representar a cidade e lutar junto ao governo do Estado, por melhorias para Guarapari.  

É preciso ter muita calma, é possível sim que alguém consiga essa vaga.  Mas, como diz o velho ditado, assim como na vida, na política: “Pode acontecer de tudo. Inclusive nada”.

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