A insegurança tem se tornado assunto constante na mídia. Em Guarapari, moradores estão vivendo em estado de alerta e alguns bairros parecem estar cada vez mais perigosos. É o caso da Praia do Morro. Com comércios fechando mais cedo e ruas vazias, principalmente à noite, são vários os relatos de moradores que estão cada vez mais receosos em andar pelas ruas do bairro, com medo da criminalidade.

No último domingo (14), uma mulher foi assaltada quando voltava da casa da mãe, por volta das 13h, em uma rua da Praia do Morro. Já o adolescente Ryan Flores, 17 anos, foi vítima de um criminoso há algumas semanas. Ele teve o celular roubado quando voltava para casa de bicicleta.

São vários os relatos de moradores que estão cada vez mais receosos em andar pelas ruas do bairro.

“Eu estava com o celular no bolso. Estava indo em direção à praia, mas fui abordado por um homem, que me mandou parar e em seguida pediu para entregar o celular. Eu entreguei, sem reagir, e segui meu caminho para casa. Está muito perigoso andar aqui pela Praia do Morro”, conta.

O pai do adolescente lembra como muita coisa vem mudando no bairro. “A Praia do Morro já não é mais a mesma. Às 19h, 20h os comércios já estão todos fechados, ninguém anda mais na rua, ninguém mais tem aquela tranquilidade para fazer uma caminhada no calçadão. As pessoas de bem estão trancafiadas em seus apartamentos e a bandidagem está na rua”, desabafa.

Um comerciante do bairro que preferiu não ser identificado também reforça a insegurança no local. “Os comércios estão fechando mais cedo para evitar assaltos. Estamos trabalhando com medo. Essa é uma área que requer mais atenção da polícia. Esses dias eu vi de longe um grupo de turistas ser assaltado. Levaram todos os celulares e até alianças. Eles vieram até o meu estabelecimento pedir para usarem o telefone, para chamar a polícia”.

Fátima reclama do sumiço da Pratrulha da Comunidade. Foto: João Thomazelli/Portal 27

Para a presidente da Associação de Moradores da Praia do Morro (AMPM), Fátima Fonseca, a cidade, no geral, está perigosa. “O que nós da AMPM temos sentido falta é da Patrulha da Comunidade, que desapareceu desde a paralisação da Polícia Militar. Tem moradores cobrando a volta desse serviço, porque se sentiam mais seguros com essa ronda ostensiva”.

Em nota, a Polícia Militar informou que “o Projeto Patrulha da Comunidade continua atuando normalmente na região. Na última quarta-feira (10), o comando do 10ª Batalhão e a 1ª Companhia se reuniu com líderes comunitários do Centro e da Praia do Morro, com representantes da Federação Capixaba de Surf e a associação de comerciantes para debater questões de segurança pública nas regiões. É importante que o líder comunitário do bairro Praia do Morro estreite relacionamento com a Polícia Militar e informe sobre as demandas dos moradores e comerciantes da região com o intuito de melhorar a prestação do serviço policial e também adequar as ações já desenvolvidas no bairro às reais necessidades da população”.

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