Para o ex guarda-vidas e copiloto da lancha Thiago Duarte, o dia de domingo é sempre corrido com a grande quantidade de passeios realizada no Jet Banana que trabalha na Praia de Setiba, em Guarapari.

Era a primeira vez que os tripulantes saíam para pescar. Pai e filho compraram o barco na semana passada.

Foi durante um dos passeios com os turistas, que ele e os colegas ouviram uma pessoa gritando em uma pedra, que havia no mar, dois homens a deriva após a embarcação em que eles estavam virar. 

Mesmo com os turistas no Jet Banana, o piloto e Thiago seguiram até o barco, que estava em uma localidade de difícil acesso, por conta das pedras. 

“Estávamos no meio de uma volta, na segunda parada do Jet Banana, próximo a praia do Camping, quando um senhor que estava na pedra começou a gritar que havia um barco virando. Nós imediatamente fomos socorrer esse barco. Ao chegarmos no local, ele já estava bem afastado da praia, onde é considerado alto mar, em uma baixada, onde havia pedras e muitas ondas fortes”, explica Thiago.  

O ex guarda-vidas ainda conseguiu rebocar o barco até a praia. E os turistas que estavam no Jet Banana acompanharam tudo de perto.

De acordo com o ex guarda-vidas, era um senhor de 60 anos, e o filho dele de aproximadamente 40 anos, moradores de Vitória, capital. Seria a primeira pescaria deles. O barco foi comprado na semana passada. 

“Nos aproximamos com a lancha. Eu pulei na água e fiz o resgate dos dois. Colocamos eles dentro do nosso barco, em um lugar mais seguro, e depois consegui resgatar a embarcação deles também. Era uma embarcação pequena. A embarcação virou justamente naquela primeira chuva que caiu no domingo. Ventava muito em Setiba”, relata Thiago.  

Os dois estavam de coletes, equipados, e de acordo com Thiago, não corriam risco de afogamento, mas por se tratar de um local de pedras, onde havia muitas ondas, existia um risco de vida. 

O barco foi rebocado pela lancha. Para Thiago, o resgate só foi possível, graças a seus conhecimentos como guarda-vidas. “Usei os meus conhecimentos como guarda-vidas para resgata-los. A gente deixa de trabalhar, mas a gente nunca deixa de socorrer quando alguém precisa”, finaliza ele. 

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