O novo PDM de Guarapari foi protocolado na Câmara Municipal no início do mês de novembro, após ser discutido em doze audiências públicas realizadas por quase dois anos na cidade saúde, e agora aguarda a apreciação dos 17 vereadores, para tornar Lei.

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Os moradores de Nova Guarapari querem limite na construção dos prédios. Foto: João Tomazzeli.

Enquanto não há uma aprovação, o Sindicato da Construção Civil da cidade se preocupa. É que segundo o presidente do SINDICIG, todos os projetos dependem do PDM para ser pensado e aprovado. “O nosso trabalho é um investimento a longo prazo. Então, se a gente lança um edifício agora, as negociações começam, mas nós só iremos concluir o edifício daqui a três, cinco ou até dez anos. Com isso, nós precisamos de saber como a cidade vai estar no futuro, já que o PDM é o futuro de Guarapari”, explica Fernando Campos.

O presidente do sindicato reclama da demora. “A sociedade ficou mais de um ano discutindo e debatendo este PDM que foi aprovado em várias audiências, com a fala de todas as entidades, sociedade civil e empresários, que se manifestaram para chegar a um consenso, que é o documento que está pronto. E a câmara não colocando esse documento para andar, frustra não só os construtores, mas os comerciantes, e todos os moradores das regiões que pediram certas proteções de limites de altura, e corre o risco de alguém lançar um prédio mais alto porque a Lei não está valendo ainda”.

Em contrapartida, o vereador e presidente da Câmara, Wanderlei Astori, disse que os parlamentares vão precisar de tempo para analisar o PDM. “Um documento que levou quase dois anos para ficar pronto, não pode ser analisado em menos de dois meses. E por isso, a proposta do novo PDM será colocado em pauta somente no ano que vem”, disse Astori.

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