Entre o malabarismo e a estrada Cristina e Vinícius já percorreram sete estados do Brasil trabalhando com a arte circense. Eles estão em Guarapari há 5 dias trabalhando no sinal e pretendem permanecer na cidade talvez até por um ano e colocar a filha na creche.

O casal se revesa na apresentação para que enquanto um trabalha, o outro tome conta da criança. Foto: Rosimara Marinho

O casal é de Curitiba no Paraná e viaja conhecendo as cidades pelo Brasil afora. Para custear as despesas, eles trabalham no sinal com malabarismo, pirofagia – que é a arte de manipular o fogo, entre outras apresentações. 

Eles contaram que já passaram uma temporada trabalhando no circo, depois saíram de Curitiba, passando por São Paulo, Minas Gerais, vieram de cidade em cidade até chegar a Guarapari, onde estão hospedados em um hotel e trabalham no sinal. Disseram que escolheram trabalhar dessa forma pela família e é a única fonte de renda .

Cristina faz o malabares enquanto o sinal está fechado, depois vai até os carros passando o chapéu.

“Aqui em Guarapari estamos há 5 dias e pretendemos estabilizar aqui por um tempo, pois temos uma criança pequena. Precisamos colocá-la na creche no ano que vem, pretendemos alugar uma casa e ficar um tempo na cidade. Por enquanto estamos hospedados aqui perto em um hotel, a gente está juntando dinheiro, trabalhando para poder alugar uma casa”, disse Cristina Aguiar a jovem artista de 23 anos que contou que desde os 15 dias de sua filha, já viaja com a menina pelo Brasil afora.

O casal se revesa na apresentação para que enquanto um trabalha, o outro tome conta da criança. A Eva filha do casal, tem 1 ano e 2 meses e acompanha os pais no trabalho, pois segundo eles, não há com quem a menina ficar. Eles se apresentam em semáforos, praças, praias, bares e em festas particulares. Segundo o casal, a arte é a única fonte de renda que sustenta a família.

Vinícius Dias, 31 anos contou que ficou impressionado com a recptividade do povo de Guarapari.

Vinícius ficou encantado com a receptvidade do público.

“Aqui foi o lugar que a gente mais se impressionou e teve vontade de parar esse tempo. A gente tem que trabalhar e ralar bastante para se sustentar como em outros trabalhos. O trabalho no sinal é a nossa fonte de renda. Tem gente que pensa que é vida de artista e é fácil, não é. Inclusive treinamos bastante para chegar aonde a gente chegou”.

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