Dessa vez, os cientistas trouxeram a novidade de que uma revista internacional será publicada com os resultados obtidos até agora sobre os efeitos das areias monazíticas em ratas, que comprovam que a radiação não faz mal a saúde. O artigo já foi produzido e submetido a aprovação, estão no aguardo da publicação que oficializa os estudos, ainda sem data confirmada. O balneário de Meaípe está sediando o 2º Workshop sobre Areias Monazíticas.

A abertura do 2º Workshop sobre Areias Monazíticas aconteceu hoje e o evento segue até amanhã em Meaípe.

A abertura do Workshop aconteceu nesta sexta-feira (29), no auditório do Hotel Violeta e segue até amanhã.A solenidade de abertura contou com a presença do subsecretário de Estado de Turismo, Gedson Merízio, da secretária adjunta de Turismo, Erika de Carvalho, da presidente do workshop, Dra Jacyra Soares da Usp, Dr Marcos Tadeu Orlando da Ufes, Dr Luis Conti da Usp, da vereadora Fernanda Mazzeli, lideranças comunitárias e demais pesquisadores e participantes.

Segundo o dr. em Física Marcos Tadeu Orlando, da Ufes que é coordenador da pesquisa sobre as areias monazítica, Agora é diferente!

“Nós temos resultados científicos, temos embasamento científico que com certeza as areias monazíticas não fazem mal. Agora temos dados que estão fechados com experiência, análise de dados. Isso é um avanço”, destacou.

A professora Sônia Alves Gouveia da Ufes do departamento de ciências fisiológica, junto com a professora Jacyra escreveram um artigo, está sendo apreciado e será publicado em uma revista internacional onde será divulgado este estudo.

Os cientistas explicaram que foi criado no laboratório, um ambiente idêntico a praia e durante mais de seis meses foram acompanhados os animais. O que acontece com os ratos em seis meses, equivale a algo em torno de 4 anos com os seres humanos.

“Os resultados que nós obtivemos em nossos estudos já foram submetidos a uma revista internacional, os dados foram bastante benéficos, por que os animais que foram expostos a radiação eles não sofreram nenhum tipo de dano celular. Havia uma previsão que isso também poderia ocorrer, como alteração no ciclo celular, alteração da ovulação dos animais mas  isso não ocorreu”, disse a pesquisadora Sônia Gouveia.

Acrescentou ainda “Os animais apresentaram os mesmos comportamentos dos animais que não eram submetidos a areia. Portanto isso é um fator benéfico para que a gente não tivesse nenhum tipo de alteração principalmente de extresse oxidativo que poderia induzir algum tipo de mutação ou alteração genética que fosse desfavorável”.

Sônia Gouveia é pesquisadora e coordenadora do programa de pós-graduação em Ciências Fisiológicas da Ufes.

 O próximo passo “Nós temos ratas  que foram submetidas a uma droga, induzidas ao câncer de mama e essas ratas estão expostas a radiação para que a gente possa observar se a exposição à radiação vai alterar algum parâmetro intracelular desses animais.

Quando a gente avaliou rim, fígado, pulmão a extrutura óssea, a extrutura molecular das ratas nós não observamos nenhum tipo de alteração, e nem o crescimento dos tumores, mas esse estudo ainda não foi finalizado. Por que elas têm que ficar um tempo de 18 semanas ou mais com a indução ao câncer, para que elas possam manifestar esse câncer e a partir daí a gente avaliar qual é o efeito da radiação sobre os tecidos”, explicou a pesquisadora Sônia Gouvea.

Ela estará neste sábado (30), às 15h fazendo a palestra sobre a atualização sobre os feitos da radiação natural das areias monazíticas em sistemas biológicos.

Ao time de pesquisadores, foi acrescentado um geógrafo, para falar sobre a questão da erosão da Praia de Meaípe. Esse assunto, você acompanha em outra reportagem.

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