Toda vez que há uma eleição Municipal eu reviso esse texto que, originalmente, criei lá em 2012, para o Jornal impresso Imprensa Livre.

E desse ano para cá, muita coisa mudou. Muita mesmo! Nem a imprensa Brasileira é tão livre mais…

Bom, eu poderia começar esse texto contando o cenário de 12 anos atrás, sobre como o povo estava preocupado com o fim do mundo, mas o foco aqui é sim sobre a próxima disputa para os cargos políticos municipais.

Esta foi a capa da primeira versão desse texto, lá em 2012, para o jornal Imprensa Livre.

Alias, o papo por aqui será, mais precisamente, de como provavelmente será essa disputa.

Relembrando outros pleitos…

Voltando um pouco mais no tempo, somos levados à fórmula criada pela equipe do ex-Presidente dos EUA, Barack Obama, em meados de 2008 e copiada, difundida e, não sendo ousado para falar, melhorada pelos nossos políticos ao longo de todos esses anos.

Sim, caro leitor, até mesmo durante esta pré-campanha você já está vendo, quase que em tempo real, a versão mais atualizada do “corpo-a-corpo”. Aonde? Claro, nas redes sociais que você participa.

Em apenas 12 anos, a quantidade de pessoas que utilizam, pelo menos, 1 (uma) rede social, aumentou 20%, saindo de 71% da população para 91%. Antes as pesquisas apontavam pessoas que não tinham como acessá-las. Hoje, a quantidade de celulares já é mais que o dobro da população Brasileira. É um salto absurdo!

A nova era das Redes…

Quem tinha Orkut, ou uma conta ativa no X (antigo Twitter), ou no Facebook, voltou seu foco para os queridinhos do momento: Instagram e TikTok. São eles que mandam agora.

Coloco o Whatsapp nessa conta também, afinal, por conta do seu “Status” e “Comunidades” (já vi isso em algum lugar, hein?!), ele também é e considerado uma rede social e, talvez, é a maior delas.

E é por isso que todos nós corremos o sério risco de ter aquele amigo em comum com quem está envolvido com política (ou com políticos) e, no melhor estilho “João sem braço”, pode lhe pedir uma pequena divulgação para a campanha dele ou de quem ele está apoiando.

Seja com um comentário, seja com um “curtir”, seja com uma indicação de algum outro amigo que você conhece e ele não, um grupinho despretensioso, um “segue que eu te sigo”…

Aquela boa e velha troca de favores que, antes vista no mundo real, agora mais do que nunca, também faz parte do virtual.

O “hack” Obama

O sucesso de interação e buzz, além da alta adesão da fatia “jovem” dos eleitores de Barack Obama em 2008, criou um legado de políticos que precisam estar presentes em suas redes para estar em evidência.

A campanha de Barack Obama, em 2008, foi a pioneira no uso de Redes Sociais em campanha

Neste ponto de vista que vemos que o mundo virtual não é mais para amadores, que ele não aceita quem estava acostumado a dar uma cesta básica para conseguir um voto. O político hoje tem que ser mais do que um político: Ele tem que ser um influencer, saber falar, saber os traquejos e até os “memes” atuais para poder viralizar.

O “Efeito Barack Obama” pode até dar algum resultado, mas se não for feito da maneira correta, pode ser um tiro no pé.

Por isso que, de lá para cá, muitos dos políticos que conseguiram êxito nas redes sociais, foram bem nas urnas. Elegemos até um Presidente desse jeito, lembra?

Por outro lado, muitos candidatos saíram para escanteio ou foram excluídos do próprio grupo, depois de serem praticamente cancelados. Inclusive o “Cancelamento” pode ser uma pauta para uma das nossas Colunas.

O que vem por aí.

Analisando todo um cenário evolutivo, tanto da política, quanto da Internet, muitas pessoas hoje estão ajustando tudo que deu certo para dar mais certo ainda. Mas, ainda acredito que 2024 será um ano para colocarmos à prova muitas coisas novas.

Vai servir, também, para ratificar e se ampliar ainda mais a mobilização via redes sociais, principalmente se aquele candidato for tão popular no mundo virtual quanto é no mundo real.

Em Guarapari, poucos que estão querendo se candidatar para os cargos de Prefeito e Vereador estão na rede e usufruindo do seu alcance “desprovido de intensão de voto” em reels elaborados e roteirizados (ou sem roteiro, na base do improviso, por que também faz parte).

E não adianta aparecer só agora. Marketing de Oportunidade (se você perdeu nosso texto anterior para entender, clique aqui), na Política, só funciona se você for da oposição e, mesmo assim, não rola para quem nunca apareceu que quer mostrar as mazelas da Cidade apenas de 4 em 4 anos.

Outros muitos que fazem da política a sua profissão, ainda não se enquadraram nessa modernidade, outros por que ainda vivem na Guarapari onde favores reais contam mais.

Por isso e, distante disso, somente os políticos da “nova geração” estão mais ativos, angariando mais amigos virtuais e se relacionando mais, antes mesmo de oficializar sua candidatura.

Ponto para eles. Mas isso, em uma cidade interiorana e cheia do “quem pode mais”, ainda não é o suficiente.

E agora, José?

Observando esse ponto de vista moderno, pergunto: Não seria essa massa jovem que está nas escolas e que também está inserida, quase que integralmente, no mundo virtual que são os decisores? Ou: Será que essa massa jovem, ainda não tem poder suficiente de persuadir seus professores, pais e amigos?

Os jovens são a maioria na Internet e tem o maior poder de decisão

As redes sociais estão aí, fazendo a cabeça da nova geração, que já não se chama “geração Coca-Cola”, mas “Geração Y, X, Z, C” e demais letras.

Todos viram formadores de opinião. Todos geram conteúdo. Todos influenciam. E, também, se tornam, muitas vezes, o próprio conteúdo (Manoel Gomes e sua caneta azul que nos digam).

A faca e o requeijão está aí. Usa quem quer e quem usar melhor, se dará melhor.

Sim, requeijão, pois, moleza maior que essa, não existe! E olha que nem falei da Inteligência Artificial…

E que tal continuarmos a falar sobre isso?

Rogério Lima é Publicitário e possui vasta experiência em Marketing Político e de Relacionamento

Além da minha experiência de mais de 21 anos em Marketing de Conteúdo e Redes Sociais, trabalho com Política (e políticos) desde 2008 e, a cada 2 anos, estamos envolvidos nos bastidores de alguma forma.

Lá no meu Instagram (@orogeriolima ) eu abordo, além de Marketing e Publicidade, orientações comportamentais e outras coisas relacionadas.