
Após a confirmação da ida ao segundo turno nas Eleições de 2026, o atual governador do Espírito Santo, Ricardo Ferraço (MDB), optou por não comparecer ao seu comitê de campanha na noite deste domingo (4). Em vez de discursar a apoiadores, o candidato divulgou uma nota oficial na qual avaliou o desempenho nas urnas, agradeceu o apoio recebido e projetou a disputa decisiva contra o ex-prefeito de Vitória, Lorenzo Pazolini (Republicanos).
Ferraço concluiu a primeira etapa do pleito na segunda colocação, somando 34,06% dos votos válidos (mais de 700 mil votos), enquanto Pazolini liderou a votação com 49,65%.
No comunicado, o candidato do MDB destacou que recebe a votação com “serenidade, absoluto respeito à soberania popular e sentimento renovado de responsabilidade com o Espírito Santo”. Para o emedebista, a mensagem vinda do eleitorado capixaba sinaliza um momento de reflexão no cenário político estadual:
“A voz das urnas reflete com clareza a expressão do desejo da população capixaba. Este resultado indica que o nosso Estado está disposto a refletir, reavaliar posições e repensar o seu voto neste momento decisivo. Compreendemos esse recado com maturidade e sem menosprezar a vontade manifestada pelos eleitores.”
Foco no confronto direto e comparação de gestão
Projetando o período de campanha até o dia 25 de outubro, data marcada para o segundo turno, Ferraço avaliou que a delimitação da disputa entre apenas duas candidaturas trará a oportunidade de realizar um debate mais detalhado sobre o futuro do estado.
“Seguimos para o segundo turno com a plena convicção e a confiança de que o projeto que temos a apresentar é o melhor caminho para o futuro do Espírito Santo. Agora, com o cenário delimitado entre duas alternativas, teremos a oportunidade de fazer um debate ainda mais amplo, direto e aprofundado com toda a sociedade capixaba”, afirmou.
Ao final do pronunciamento escrito, o governador assegurou que intensificará a agenda de compromissos no estado para “apresentar propostas, comparar históricos e demonstrar a capacidade de gestão necessária para continuar fazendo o Estado avançar”.










