O câncer de mama é a neoplasia mais comum entre as mulheres no mundo e também no Brasil (depois do de pele não melanoma). O Instituto Nacional do Câncer (Inca) estima cerca de 57.960 novos casos da doença este ano no país. O risco de ter a doença aumenta com a idade, especialmente após os 50 anos. Mas é possível incluir no dia a dia algumas práticas que podem ajudar na sua prevenção.

Segundo a rádio-oncologista Anne Karina Kiister Leon, do Instituto de Radioterapia Vitória (IRV), existem alguns fatores que estão associados ao aumento do risco de desenvolver a doença e que são agravados na medida em que se envelhece. “A primeira menstruação (menarca) precoce, a não amamentação, o uso de terapia de reposição hormonal, o consumo excessivo de álcool, a obesidade na pós-menopausa e o sedentarismo são alguns deles” aponta a médica.

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O Instituto Nacional do Câncer (Inca) estima cerca de 57.960 novos casos da doença este ano no país.

Há ainda a herança genética, responsável por menos de 10% dos cânceres de mama. A incidência pode ser maior quando os parentes acometidos são de primeiro grau, como pai, mãe, irmãos e filhos.

Prevenção

Mudanças de hábito podem reduzir os riscos de desenvolver a doença em até 28% dos casos, afirma Anne Karina Kiister Leon. “O excesso de peso, por exemplo, precisa ser eliminado, pois favorece a alteração nos níveis hormonais”, indica a rádio-oncologista.

Mas, de acordo com a médica, mesmo se cuidando para evitar a doença, a recomendação é que toda mulher de 50 a 69 anos sempre realize o autoexame (apalpando) e faça a mamografia a cada dois anos. “Quando diagnosticado precocemente, há até 95% de chance de cura. Já as mulheres com risco elevado de desenvolver câncer de mama, como as que possuem algum parente próximo acometido, devem iniciar a mamografia e o exame clínico, anualmente, a partir dos 35 anos”, orienta Anne Karina Kiister Leon.

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O risco de ter a doença aumenta com a idade, especialmente após os 50 anos.

Embora sejam raros os casos, a doença também acomete os homens. Por isso, eles devem procurar um especialista (mastologista) caso detectem qualquer diferença.

Confira abaixo onze dicas que podem te ajudar na prevenção ao câncer de mama:

Controle a ingestão de álcool

O consumo excessivo de álcool causa alterações na produção de hormônios, como o estrogênio (hormônio feminino), o que pode desencadear a patologia.

Faça exercícios físicos

As atividades físicas regulares ajudam a queimar gorduras e a equilibrar os hormônios.

Consuma alimentos de origem vegetal

Frutas, legumes, verduras e leguminosas (feijão, lentilha, grão-de-bico) inibem a chegada de compostos cancerígenos às células.

Inclua produtos integrais na dieta

Alimentos integrais (arroz, pão, macarrão, aveia, farelo de trigo, granola etc) regulam o funcionamento do intestino, reduzindo o tempo de contato de substâncias que causam câncer com as paredes intestinais.

Controle a ingestão de açúcar e carboidratos

Uma dieta rica em carboidratos e gordura eleva a quantidade de insulina no organismo. O excesso da substância interfere na multiplicação celular, estimulando as vias de origem do câncer.

Evite os embutidos

Salames, salsichas, sopas de pacote, temperos prontos, salgadinhos de pacote e comidas prontas congeladas apresentam grande quantidade de sal, nitritos e nitratos. Esses conservantes, em contato com o suco digestivo do estômago, se transformam em compostos cancerígenos.

Afaste-se do cigarro

O tabagismo é reconhecido como agente carcinogênico, ou seja, é um fator de risco para o desenvolvimento de vários tipos de câncer.

Reduza o sobrepeso

O excesso de peso e de gordura corporal propiciam alterações nos níveis hormonais. Eles diminuem a quantidade da proteína que se liga ao estrogênio, elevando a concentração desse hormônio sexual. Isso estimula as células dos ductos mamários e pode levar ao surgimento de tumores. Além disso, mantém o corpo em um processo inflamatório constante, o que contribui para a proliferação e progressão de células malignas.

Amamente

A amamentação é considerada um fator protetor, assim como a gestação em idade jovem, já que reduzem a ação do estrogênio no corpo da mulher.

Observe a reposição hormonal

A terapia de reposição hormonal (TRH) deve ser prescrita pelo médico especialista (ginecologista) e ter acompanhamento rigoroso. Ele é a pessoa mais indicada para pesar os riscos e benefícios.

Vá ao ginecologista

Não se esqueça de fazer o acompanhamento anual com o ginecologista. Os exames de rotina e a apalpação dos seios feita pelo médico auxiliam na detecção precoce do câncer de mama.

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