A Corregedoria Geral da Câmara Municipal de Guarapari aprovou, nesta segunda-feira (13), a sugestão de suspensão do mandato do vereador Oldair Rossi (União Brasil). A decisão foi tomada por unanimidade durante reunião realizada no Plenário “Ewerson de Abreu Sodré” e agora segue para votação em plenário na 42ª Sessão Ordinária, marcada para quinta-feira (16).
Se o relatório for aprovado pelos vereadores, o parlamentar e sua assessoria terão o mandato e os salários suspensos até 31 de dezembro de 2025.

Relembre o caso
O vereador Oldair Rossi foi alvo de uma denúncia formal com pedido de cassação, protocolada no dia 4 de setembro por uma eleitora do município, Rosangela Gonçalves de Araújo Muniz. A acusação aponta abuso de autoridade e comportamento incompatível com a função pública durante um episódio ocorrido na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Guarapari, na noite de 24 de agosto de 2025.
Segundo o relato, um conhecido do vereador procurou atendimento na unidade de saúde e, insatisfeito com o tempo de espera, entrou em contato com Rossi. O vereador teria ido até a UPA, onde, de acordo com a denúncia, discutiu e agrediu verbalmente uma médica responsável pelo atendimento. O comportamento foi classificado como “lamentável e abusivo”, levantando suspeitas de desvio de função e tentativa de interferência indevida no trabalho da equipe médica.
O caso, protocolado sob o número 376/2025, repercutiu nas redes sociais e gerou manifestações de repúdio por parte da população. Diante da repercussão, o vereador divulgou um vídeo com pedido público de desculpas.
Cassação rejeitada e criação de código de ética
O pedido de cassação do mandato foi rejeitado pelo plenário da Câmara em votação anterior. Como resposta à lacuna identificada no processo, os vereadores aprovaram a criação de um Código de Ética Parlamentar e instituíram formalmente a Corregedoria da Casa, responsável por conduzir apurações internas como a que agora avalia a suspensão de Oldair Rossi.
A expectativa agora é para a votação da proposta nesta quinta-feira. Caso o plenário mantenha o parecer, o vereador será afastado das funções parlamentares e perderá o salário pelo período determinado.










