Coveiro de Guarapari fica famoso na internet com vídeos de exumação em sepulturas

Um coveiro de Guarapari está fazendo sucesso na internet com um fato estranho e curioso. E tudo isso apenas fazendo uma ação própria da sua profissão, que por incrível e sombrio que pareça, atrai muitas pessoas curiosas pelo fato.

Os vídeos de exumações de covas realizados pelo coveiro Fabrício da Silva Pascoal, de 45 anos, chegam a ter quase 4 milhões de visualizações pelo Youtube. Essa retirada de ossos das sepulturas acontece no Cemitério São João Batista, no Centro de Guarapari e ganhou muitos fãs na internet.

Moça. Fabrício conta que começou com o canal no Youtube há um ano e meio, e os fãs ficam na expectativa a cada vídeo. “No ano passado eu estava fazendo a exumação de uma moça de 25 anos, e gravei. Decidi colocar na internet. Ela tinha um cabelo preto e sempre usava trança. Eu a conhecia de vista. Ela foi enterrada de trança, e os cabelos estavam intactos. Não é comum as pessoas fazerem esse tipo de filmagem, e a ideia era fazer um canal variado, mas o que viralizou mesmo foram os vídeos de exumações”, explica o coveiro.

Padre. Entre as exumações mais curiosas realizadas pelo coveiro, está a de um padre que foi enterrado em 1945 com a batida e botas de couro. A bota, depois de 62 anos, estava intacta. “Em 2007, com o falecimento de outro padre, foi preciso fazer a exumação desse padre enterrado em 1945. Fui fazer a preparação da sepultura e vi que o padre foi sepultado de batina, de botas de couro, e a bota estava perfeita. Tinha os vestígios da batina e do crucifixo ainda. Foi a exumação mais antiga que fiz”, lembra Fabrício.

Fabrício conta que começou com o canal no Youtube há um ano e meio, e os fãs ficam na expectativa a cada vídeo.

O coveiro revela que as roupas de material cinético, de lycra, estão sempre perfeitas na sepultura, mesmo após muitos anos. “Os tecidos de algodão desmancham logo”, explicou.

Ainda segundo ele, o caixão também se decompõe com facilidade. “De 20 anos para cá, os caixões são feitos de material padrão, como MDF, e se decompõe mais rápido. Depois de 3 anos tem poucas partes na sepultura”, diz.

No cemitério onde o coveiro trabalha as sepulturas pertencem as famílias mais antigas e tradicionais da cidade. Segundo ele, a exumação de um corpo, que é a retirada dos ossos mortais, é solicitada pela família normalmente quando morre um parente.

“As famílias podem enterrar vários parentes na mesma sepultura. Nós fazemos a exumação, e os restos mortais devem continuar dentro das sepulturas. Em algumas cidades é disponibilizado urnas para colocar os restos mortais, mas aqui ficam em sacos de lixo ainda. Há sepulturas com 10 sacos e nem cabe mais novos caixões”, completa o coveiro. Ainda de acordo com ele, somente os ossos ficam armazenados nas sacolas. Roupas, sapatos, brincos, cordões, mensagens, flores, e qualquer outro material é descartado.

Vídeos. Ficou Curioso ? Veja os vídeos aqui:  https://www.youtube.com/channel/UCp1j0F147yADwFLXqkHPzmQ/videos

*com informações de A Tribuna. 

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