Maria Helena Brandão Andrade Maioli é uma dentre os 28 moradores de Guarapari que foram curados do coronavírus

“Super heróis”: foi essa a expressão que Lena Brandão usou para descrever os profissionais da saúde, que a atenderam quando foi acometida pela Covid-19. O Portal 27 entrevistou Maria Helena Brandão Andrade Maioli, que é uma dentre os 28 moradores de Guarapari que foram curados do coronavírus.

Lena, que é diabética, conta que teve muito medo da doença e permaneceu em casa. “Eu peguei o vírus do meu marido, que trabalha em contato com as pessoas. Assim que eu fui para a UPA e depois, internada, minha família adotou o isolamento total”, conta a secretária, que mora no bairro Santa Rosa.

“Começou com espirro. Depois, muita dor de cabeça, tosse e febre”, relata a secretária de 48 anos. “A falta de ar, que foi o pior sintoma, foi o último. Logo, meus filhos me levaram à Unidade de Pronto Atendimento. Lá, fiz o exame que demorou 8 dias para ficar pronto, e foi positivo. Fui encaminhada para o Hospital Dr. Dório Silva e fiquei internada”

Quando perguntada sobre o atendimento no hospital, que é referência no tratamento da Covid-19, ela conta que foi muito bem atendida. “Dava pra ver que os enfermeiros, os médicos, o pessoal da limpeza e da cozinha estavam muito cansados, mas sempre cuidando dos pacientes e dando toda assistência. Passavam muita segurança à gente: davam banho, penteavam cabelo… Eles dão o seu melhor, de coração, pra salvar a gente. São verdadeiros super-heróis”, elogia Maria Helena.

A secretária afirma que o tratamento é bastante agressivo. “Lá no hospital, fui tratada com muitos antibióticos. Por eu ser diabética, minha glicose ficou descontrolada e isso preocupou muito os médicos. Verificavam minha glicose quatro vezes ao dia”, explica Maria Helena.

“No final do tratamento, minha imunidade abaixou muito, peguei uma pneumonia e tive que usar dreno no pulmão. Mas assim que eu melhorei e fui declarada como curada, o médico me deu alta para que eu não pegasse outras doenças no hospital, que estava lotado”, conta.

Maria Helena ainda afirma que a doença não é brincadeira: “Tem que ter muito psicológico. No período que fiquei no Hospital, parecia filme de terror: você vê gente chegando, correndo, passando muito mal… Dorme em um lugar e acorda no outro, todo entubado. Tem que ter muito Deus no coração pra conseguir enfrentar. Minha família e meus amigos rezaram, todos os dias às 18h, por mim.”

Muitos pacientes recuperados da Covid-19 relatam sobre as sequelas do tratamento, que é bastante agressivo e consiste em muitos medicamentos. Com Lena, não foi diferente: “Minha glicose, até agora, não consigo mais abaixar. O médico diz que isso resolve com o passar do tempo, porque os remédios são muito agressivos. Sinto muita dor de cabeça e fico até hoje atordoada, porque isso mexe bastante com o psicológico da gente.”

Ela ainda alerta as pessoas sobre o perigo da doença: “Evite aglomerações, fique o máximo que puder em casa e, se tiver que sair, use a máscara. Não é brincadeira.”