Dia dos namorados, momento de comemorar ter encontrado alguém para dividir a vida. Quase todos seres humanos almejam encontrar esse alguém especial e como somos todos diferentes (e diga-se de passagem que é isso que faz a vida tão linda) a outra metade da laranja de algumas pessoas é alguém do mesmo sexo.

Então, para quebrar esse paradigma de que casal é composto por um homem e uma mulher, hoje, vamos trazer a história de três casais homoafetivos. Todos têm o mesmo desejo. Ser feliz e poder amar os seus parceiros, sem serem julgados pelos olhares alheios.

Pedro e Billy

Pedro Paulo Souza e Billy Fabriny foram apresentados por amigos em comum. Não sofreram preconceito dos amigos e familiares. São apaixonados. Ao falar sobre sair para jantar ou ir a um barzinho em ocasiões especiais, como o Dia dos Namorados, Pedro diz que não eles não se privam de momentos de lazer. O preconceito, porém, vem de forma velada.

Pedro e Billy adoram viajar. Foto: Arquivo Pessoal.
Pedro e Billy adoram viajar. Foto: Arquivo Pessoal.

“Jamais deixamos de fazer algum tipo de programa. Eu frequento determinados lugares pensando que poderíamos ser recebidos com algum tipo de preconceito. Acredito que deva haver bom senso das duas partes – do comportamento daqueles que frequentam e do comportamento daqueles que recebem. Muitas vezes o preconceito está velado como em um olhar ou comportamento, mas não direcionado. Claro que sempre pode haver exceções. Não estou dizendo que não há preconceito, mas vai muito da escolha dos locais que se frequenta”, explica.

Mariana e Thaynna

Mariana Muller e Thaynna Aarão Muller se conheceram ainda na escola. Porém, só depois de adultas, quando Thaynna viu Mariana tocar em um barzinho, que elas engataram um relacionamento. Marina falou que apesar de fazerem questão de mostrar que são um casal, elas tentam não se expor demais.

Mariana e Thayna gostam de curtir programas em família. Foto: Arquivo Pessoal.
Mariana e Thayna gostam de curtir programas em família. Foto: Arquivo Pessoal.

“Sempre nos preservamos por conta do grande preconceito que ainda existe na sociedade. Não nos privamos de sair e fazer programas de casais, em certos lugares, somos mais discretas, mas dando sempre a entender que somos um casal comum como qualquer outro. Muitas vezes percebemos olhares maldosos mas passamos por cima disso, porque acreditamos no nosso amor e ele vai muito alem de qualquer obstáculo”, conta.

As duas já têm um filho. Um menino lindo. Ao falar sobre ele, Mariana se derrete. “Em relação ao nosso filho, mantemos sempre o respeito dentro de casa, isso é primordial para que ele cresça sabendo que respeitar o próximo, independente de classe, cor, religião e opção sexual esta em primeiro lugar! Quanto a ele ter duas mães, pode ser que nos duas passemos por dificuldades maior do que ele, tipo na escola, no clube e etc. Ele recebe muito amor e é criado com muito amor. Creio que terá orgulho de ter duas mamães”, garante.

Família feliz. Foto: Arquivo pessoal.
Família feliz. Foto: Arquivo pessoal.

Bruno e Wesley

Bruno Miranda de Almeida e Wesley Martins Marques se conheceram no trabalho. Segundo Bruno, foi amor a primeira vista. Eles passaram por muito preconceito e até ameaças, derrubaram muitas barreiras para poder viver seu amor. Eles estão morando juntos, estão construindo uma casa e tem quatro cachorras. Segundo ele, quatro filhas.

Bruno e Wesley enfrentaram muitos obstáculos, mas hoje são realizados. Foto: Arquivo Pessoal.
Bruno e Wesley enfrentaram muitos obstáculos, mas hoje são realizados. Foto: Arquivo Pessoal.

Bruno se derrete o falar do relacionamento e demonstra preocupação com o preconceito. “É difícil um relacionamento do mesmo sexo, acho que outras pessoas não imaginam que também há amor e respeito acima de tudo. A gente frequenta vários barzinhos, gostamos muito de sertanejo, MPB, música ao vivo, voz e violão e, às vezes, somos desrespeitados. Uns com olhares tortos, estranhos. Fica um clima chato. Mesmo assim, nos divertimos, não deixamos de sair por causa dos outros, só que falta mais respeito. Infelizmente”, afirma.

Ele ainda completa: “Todos nos que somos homossexuais ou negros, ou que sofremos algum preconceito, sonhamos em que um dia não aja mais, que possamos, andar de mãos das, como um casal “normal”, ser visto com igual”, conclui.

Sem preconceito

Em resumo, todos querem ser respeitados e aceitos. Esse, afinal, é um sentimento comum a todos os seres humanos, independente do sexo, da cor ou da orientação sexual. Nesse dia dos namorados, distribua mais amor e menos preconceito.

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