A divisão dos caminhoneiros em relação a uma nova greve a partir desta segunda, 10, pode enfraquecer o movimento. Ao contrário do que ocorreu em maio, quando a paralisação começou com apoio da população e até de empresas, em virtude do alto preço dos combustíveis. Na época, os caminhoneiros pararam as estradas brasileiras. 

Dessa vez, a insatisfação dos trabalhadores é contra a decisão do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Luiz Fux que suspendeu a cobranças de multas a empresas que não cumprem o acordo de pagamento mínimo estabelecido pela tabela do frete. 

Com a decisão, a ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) não pode realizar a cobrança até o julgamento do texto no supremo. O objetivo do movimento é sensibilizar o STF a derrubar a liminar.

Os caminhoneiros orientam os colegas a pararem no acostamento. Os veículos de passeio estão liberados. Foto: Site Poder 360

Mesmo com a divisão de pensamentos, caminhoneiros autônomos começaram na manhã de hoje, a paralisação em dois dos principais Estados brasileiros. No Rio de Janeiro e em São Paulo. 

No Rio de Janeiro, o protesto acontece na pista da rodovia Presidente Dutra, na altura de Barra Mansa. O grupo se concentra no quilômetro 275. Segundo a rádio CBN o engarrafamento alcançou 2 km. Em São Paulo, o ato acontece na região de Pindamonhangaba. Também está bloqueado o acesso ao Porto de Santos, no litoral paulista.

A tabela de preços mínimos para os fretes foi editada durante a greve dos caminhoneiros pelo presidente Michel Temer, na medida provisória 832 de 2018, convertida na Lei 13.703/2018, e pela Resolução 5.820/2018, da ANTT, que regulamentou a medida.

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