Dois professores de Guarapari estão entre os finalistas do Prêmio Shell de Educação Científica de 2018: Rubens Marinho Monteiro, professor de Matemática, com o Parabolando e Lucila Contreras Neris Novoa, professora de Química com o Quimicozinha. A entrega do resultado final e dos prêmios ocorrerá no próximo dia 28, em Vitória, e os finalistas estão muito animados.

Rubens Marinho Monteiro, professor de Matemática, tem o projeto Parabolando

Entenda o que é. O Parabolando. De acordo com Rubens, professor da Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio Angélica Paixão o Parabolando é uma “sequência didática que faz parte de minha dissertação de Mestrado defendida em 24 de abril de 2014 na Universidade Federal do Espírito Santo. O Parabolando traz uma proposta de como utilizar a matemática para determinar uma função quadrática que mais se aproxime da trajetória descrita pela ponte de Guarapari, com o objetivo de determinar a altura do vão central da mesma”, explica ele. 

Parabolando traz uma proposta de como utilizar a matemática para determinar uma função quadrática que mais se aproxime da trajetória descrita pela ponte de Guarapari

O Prêmio Shell. De acordo com Rubens, no ano passado, “o Parabolando foi um dos finalistas do Prêmio Boas Práticas da Sedu e sempre recebo da Secretaria de Educação e-mails com informações sobre concursos e foi assim que fiquei sabendo do Prêmio Shell de Educação Científica”. Para ele, ser finalista do prêmio é muito gratificante: “acrescenta muito à minha carreira de professor por ser um reconhecimento crítico de minha atividade e ao mesmo tempo uma valorização do meu trabalho. É uma sensação incrível e, por isso, estou muito feliz e agradecido a Deus por essa oportunidade em minha carreira. Sou grato também à minha família, aos meus companheiros de trabalho e claro aos meus alunos do 3M01/2017”, afirmou. 

Entenda o que é.  O Quimicozinha. De acordo com Lucila, idealizadora e realizadora do projeto, o Quimicozinha “é um projeto de química desenvolvido na Escola Doutor Silva Melo, em uma turma de segundo ano”. A ideia do projeto, de acordo com Lucila, surgiu no início do ano letivo, quando houve alguns lugares da escola interditados e ficou sem laboratório de Ciências para trabalhar: “aí eu tive uma situação-problema: como ensinar estequiometria, a físico-química contida no segundo ano sem um laboratório para que eles pudessem verificar e relacionar os cálculos com a prática. O primeiro ano foi fácil desenvolver, mas o 2º ano realmente é muito complicado o conteúdo em si e principalmente a matéria é muito cobrada em vestibular”.

Projeto de química desenvolvido na Escola Doutor Silva Melo, em uma turma de segundo ano

A professora conta que teve então a ideia de levar os meninos para a cozinha de suas próprias casas, para que desenvolvessem algumas receitas: “nós estamos aprendendo em sala de aula e porque alguns alimentos dependendo da maneira que você faça ou dependendo do tipo de ingredientes ou concentração dos ingredientes o produto final vai ter uma certa alteração, é isso que eu precisava mostrar para os meninos como eles vão descobrir essa interação dos ingredientes para um pro final e aí foram surgindo essas etapas”.

Prêmio.  Lucila conta que foi incentivada a participar do Prêmio Shell por um professor de matemática, ela leu sobre o prêmio em um jornal distribuído pelo docente. “Inicialmente eu pensei em não fazer inscrição, já que o propósito do projeto não era bem um concurso e sim motivar os alunos ao estudo, e principalmente solucionar falta de um laboratório, mas li o regulamento e achei muito interessante, até gostei da iniciativa dele motivar alguns professores para que o ensino-aprendizagem possa se tornar mais prazeroso e mais gostoso”.

A professora conta que teve então a ideia de levar os meninos para a cozinha de suas próprias casas,

Para Lucila, “ser uma das finalistas do prêmio é algo maravilhoso porque você sente que o que você fez o que você trabalhou. O que as crianças lá na escola tiveram oportunidade de desenvolver e aprender foi algo reconhecido, algo que realmente pode ser de grande benefício, porque com essa divulgação de trabalho simples podemos ajudar muitas outras escolas que não têm o recurso de laboratório, que não têm condições de ter ou manter um”.

A professora destaca que os alunos estão muito felizes e ansiosos, e garante que a felicidade maior ainda é ter também ao seu lado, entre os finalistas, o professor Rubens, por quem tem grande apreço.

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