A dona do sítio no interior de Guarapari, onde o policial militar Patrick Ramos Guariz, 26, foi encontrado morto, Nair Mendonça, 53, afirmou em entrevista à imprensa que o policial lutava contra problemas psicológicos. “Eu tenho certeza que ele estava com problemas psicológicos. Na semana passada mesmo, o pai dele me ligou e me disse que ele não voltava mais pra casa. Ele me tinha como uma mãe. Então eu fui na casa do pai dele, o pai dele ligou pra ele dizendo que eu estava lá, e ele chegou com bolo, suco. Mas eu disse que não queria comer e queria ter uma conversa com ele” disse Nair.

Policial militar Patrick Ramos Guariz,

Ainda segundo Nair, que é viúva de um capitão da PM e afirmou que faz um trabalho social com policiais militares que estão passando por problemas. “Perguntei o que estava acontecendo, por que ele não estava voltando mais para casa, e ele disse que estava de namorada nova. Perguntei se aquilo era motivo para ele não retornar para casa, e ele me disse que estava na casa dela, que era uma moça de família e dentro da casa dos pais, ele estava muito irritado com tudo que falavam”, explicou a dona do sítio.

Nair contou que o soldado Guariz avisou pelo telefone que estava indo para o sítio por volta do meio-dia de sábado, e na manhã de domingo morreu com um tiro no ouvido. “Ele me avisou por telefone que estava indo para o sítio. Ele sempre ia para lá. Quando me avisou que estava indo, eu não sabia que o que estava acontecendo ainda. Quando eu acabei de falar com ele pelo telefone uma pessoa me ligou informando o que tinha acontecido, e que ele matou uma pessoa na boate. Imediatamente eu desliguei o telefone e liguei para ele de novo, e foi quando me disse que é o fim, é o fim, é o fim”, disse ela.

“Eu tenho certeza que ele estava com problemas psicológicos. Na semana passada mesmo, o pai dele me ligou e me disse que ele não voltava mais pra casa. Ele me tinha como uma mãe.”, afirmou Nair.

Segundo ela, a morte do PM foi como perder um filho. “Eu perdi um filho. Ele era um filho pra mim. Eu já o conhecia desde que ele se formou na polícia. Ele sempre ia para o sítio e sabia onde a chave ficava. Ele sempre gostou de ir pra lá. E ele só me avisava por telefone mesmo”, afirmou.  

Exame. O PM, Patrick Ramos Guariz é acusado de matar a jovem Thalita do Carmo Pereira, 19, e balear o segurança da boate, Hélio Soares Bastos Júnior, 27, na madrugada de sábado, na Serra. De acordo com o delegado de plantão que esteve no local do crime, Josafá da Silva, apesar do crime ter sido configurado como suicídio, somente o exame de necropsia pode afirmar que ele tirou a própria vida.

Sítio fica na região de Vargem Fria/Amarelos no interior de Guarapari.

Impacto. “A princípio, quando chegamos ao local, em virtude da cabeça que estava bem deformada, ficamos com um pouco de dúvida. A cabeça dele estava aparentando que tinha sido esmagada. Com a chegada da perícia, constatamos que a cabeça dele ficou deformada por causa do impacto do tiro. O tiro pegou de perto, entrou no ouvido direito e transfixou para o ouvido esquerdo. Então tinha um orifício de entrada em um de saída. A arma e o coldre estavam do lado direito também”, explica o delegado.

O irmão, a dona do sítio e um vizinho do local que também é pastor, foram ouvidos no final da noite de ontem. De acordo com o delegado o caso será encaminhado para a Delegacia de Crimes Contra a Vida de Guarapari. 

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