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Novo levantamento feito pelo Sindipol/ES revelou que mesmo com estagiários, servidores cedidos por outras instituições e com o retorno de alguns policiais aposentados ao trabalho, a Polícia Civil capixaba tem pouco mais de 1.900 policiais em todo o estado. Para sindicato, número não é suficiente.

Oficialmente, a Polícia Civil do Espírito Santo conta com 2.160 funcionários trabalhando de Norte a Sul do estado. Entretanto, levando em consideração que 22 servidores foram cedidos por outra instituição, 37 são policiais aposentados que aderiram ao Serviço Voluntário e voltaram ao trabalho com limitações operacionais, e 194 pessoas são estagiários, a Polícia Civil possui apenas 1.907 policiais civis na ativa para trabalhar na investigação e prender criminosos.

Mais de 300 policiais estão perto de se aposentar. Situação agrava ainda mais defasagem do quadro operacional da Polícia Civil capixaba.

“É uma situação caótica. O caminho é abrir concurso público para todos os cargos e oxigenar a polícia civil que está desidratada. Mesmo sobrecarregados, nossos policiais mostram resultados surpreendentes, mas, ainda assim, muitos casos são priorizados devido ao clamor popular e a pressão da imprensa”, criticou o presidente do Sindipol/ES, Jorge Emílio Leal.

APOSENTADORIA DE POLICIAIS PODE AGRAVAR CRISE NA SEGURANÇA

Se o estado possui apenas 1.907 policiais civis na ativa, número que o Sindipol/ES acredita ser baixo, a situação pode piorar nos próximos meses e comprometer ainda mais todo o sistema de segurança pública capixaba.

Em 2018, 309 policiais civis já estão com idade para se aposentar e podem fazer o pedido a qualquer momento. Com isso, o estado teria apenas 1.598 policiais civis trabalhando na elucidação de homicídios, assaltos, roubos e furtos, crimes que aparentam ter crescido, apesar da Secretaria de Segurança Pública falar em redução.

Por isso, o Sindipol/ES faz o alerta: o sucateamento no quadro efetivo da polícia civil prejudica a investigação dos inquéritos instaurados e afeta diretamente a população.

Oficialmente, a Polícia Civil do Espírito Santo conta com 2.160 funcionários trabalhando de Norte a Sul do estado.

“Sem concurso público para contratar policiais, não há profissionais o suficiente para investigar os crimes. O Conselho Nacional do Ministério Público já disse que faltam policiais nas delegacias e muitos crimes que o governo diz ter solucionado, foram arquivados por falta de provas. A falta de policiais afeta todo o sistema de segurança.  Do recebimento de denúncias e registro de boletins de ocorrência, a investigação. Tudo passa pela Polícia Civil”, disse Jorge Emílio Leal.

SINDIPOL/ES COBRA CONCURSO PÚBLICO

Com uma defasagem superior a 60% no número total de policiais civis e falta de políticas estruturantes de reestruturação, para o Sindipol/ES, a Polícia Civil capixaba enfrenta uma de suas piores crises, e o primeiro passo para superar esse momento é fazer concurso público.

Em janeiro, o governador Paulo Hartung anunciou concurso com 173 vagas para a PC/ES, mas o processo seletivo foi suspenso por problemas com a banca examinadora e, por enquanto, não tem previsão para acontecer. No último levantamento, o IBGE estimou uma população de 3,9 milhões de habitantes no estado. Para o Sindipol/ES, os números só deixam claro que pela falta de gerência, o número de policiais não acompanhou o crescimento populacional e, consequentemente, o aumento de crimes. 

“A reivindicação para contratar novos policiais civis é uma luta antiga do Sindicato. Hoje, o número de policiais na ativa não reflete a realidade e prejudica a população. Os policiais não dão conta de atender a todas as demandas. Chega de políticas paliativas. O Espírito Santo necessita urgentemente de políticas realmente estruturantes e efetivas para a Polícia Civil”, concluiu o presidente do sindicato.

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