A morte do falso médico Oscar Renato Batista Gomes, de 39 anos, que foi assassinado com um tiro no queixo na noite do último domingo (17),  não foi motivada pelos golpes que ele aplicou, mas sim por um crime passional.

Oscar Renato foi morto com um tiro no queixo na noite do último domingo (17), no bar do condomínio onde morava.

Segundo o delegado titular da Delegacia de Crimes Contra a Vida (DCCV), Tarik Souk, a vítima foi assassinada por um operador de máquinas, de 54 anos, que há cerca de um mês estava se relacionando com a mulher de Oscar.

“No dia do jogo do Brasil houve uma confraternização no bar do condomínio entre os moradores e segundo as testemunhas, houve troca de olhares entre o operador de máquina e a esposa da vítima. Depois do jogo todos foram para casa e lá pelas 18h houve uma tentativa de contato entre o casal e o Oscar desconfiou.  Ele ligou para o telefone do operador de máquinas e eles marcaram um encontro no bar, onde houve a confraternização. Lá houve uma nova discussão e ele executou o Oscar”, relatou o delegado.

Tarik explicou que no dia seguinte ao crime recebeu as imagens do condomínio que mostram o operador fugindo do local em um Fiat Pálio branco e que através delas e dos depoimentos das testemunhas identificou o autor do homicídio. Ele disse ainda que o homem esteve na delegacia dois dias depois do assassinato e afirmou ter matado o falso médico em legítima defesa.

“Ele confessou ter matado o Oscar, entregou o local onde estava a arma do crime e alegou legítima defesa. Ele alega que quem estava armado era o Oscar. Que eles se encontraram discutiram e que o Oscar sacou a arma e falou que iria matá-lo. Eles entraram em luta corporal e ele tomou a arma do Oscar e efetuou um único disparo e fugiu com a arma”.

Arma usada para matar Oscar Renato.

O delegado afirmou que a as imagens não mostram o momento do homicídio e que por isso, não podem confirmar esta versão. Mas, companheira da vítima relatou já tê-la visto armado, porém, não com a arma utilizada no crime. Segundo ele, esta arma tem a numeração raspada e foi localizada em Cariacica.  

Não foi preso. Apesar de ter confessado o assassinato, o operador de máquinas não foi preso. “Como ele compareceu com um advogado dois dias após o crime, apresentou a arma, tem emprego e não tem passagem pela polícia, está amparado pela legislação. Por isso, vai responder em liberdade neste primeiro momento”, explicou o delegado.

Ainda de acordo com o titular da DCCV, a investigações vão continuar para saber se realmente houve legítima defesa e o operador de máquinas vai responder em liberdade por homicídio qualificado por motivo fútil. Confira o vídeo do momento em que o autor do crime foge:

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