2019 começa com a tristeza de mais uma morte de bebê em Guarapari. A pequena Lara Raquel era a primeira filha do casal Marluce Pedro Silva, de 16 anos, e Ritson Gonçalves Santos, 20, que sonhavam com a vinda do bebê.

Após chegarem ao HFA para o parto, com pouco mais de 20 minutos, o pai recebeu a informação de que a sua primeira filha estava morta.

A família explica que logo após chegarem ao Hospital Francisco de Assis (HFA) para o parto no último dia 15, com pouco mais de 20 minutos, o pai recebeu a informação de que a sua primeira filha estava morta. “Ficamos sem chão. Ela foi muito amada durante toda a gestação. Seria nossa primeira filha. Eu fiquei do lado de fora da sala, arrumado para participar do parto. Eles não me deixaram entrar e depois vieram com a notícia que ela nasceu com algo grave e depois morreu”, conta o pai muito abalado”, disse o pai à imprensa.

A família explicou que durante o pré-natal foram informados que o nascimento da criança não poderia passar do dia 15. No dia marcado, às 13h, o casal se dirigiu para o hospital e a mãe sentia muitas dores. Mesmo com as dores, as enfermeiras disseram que ainda não estava na hora do parto.

Mas a dor de Marluce continuou intensa, e às 22h, eles resolveram voltar para o hospital. “Eles nos levaram para a sala que faz o toque, e ao fazer o toque, saiu um liquido amarelo e as enfermeiras disseram que era normal. Mas como estava sentido dor, um remédio foi aplicado na veia e nos pediram para marcar uma hora no relógio. Quando passou 40 minutos, as enfermeiras chegaram afobadas dizendo que o parto dela ia acontecer e que seria cesariana”, disse o pai do bebê.

Família durante o velório do bebê na igreja que a família frequenta no bairro Ipiranga. Foto: Roberta Bourguignon.

Manifestação. Logo após o parto, o pai recebeu a informação de que a criança havia morrido.  Eles dizem que houve ne negligência do hospital e a família pretende entrar na justiça. Além da justiça a família pretende fazer uma manifestação.

“A família não quer dinheiro. Queremos que os responsáveis pela morte da criança sejam punidos. Os pais vão fazer o boletim de ocorrência e estão preparando uma manifestação para chamar a atenção para o caso”, disse Érica de Oliveira Silva, a madrasta do pai da criança falecida.

O hospital. Procuramos o Hospital Francisco de Assis (HFA) para responder a alguns questionamentos que fizemos sobre o caso. Em resposta a assessoria de comunicação do hospital mandou a seguinte nota:

NOTA DE ESCLARECIMENTO

 O HFA – Hospital Francisco de Assis, representado pelo diretor técnico e coordenador do serviço de obstetrícia da instituição, Dr. Álvaro Mendes, manifesta com muito pesar o óbito do bebê de M.P.S.

Esclarecemos que todo o atendimento à gestante foi realizado em conformidade com os protocolos internacionais da Organização Mundial de Saúde e de acordo com as legislações em vigor, que indicam a rotina de espera até 41 semanas e cinco dias para a evolução natural do trabalho de parto. Lembrando que, a partir da 39ª semana de gestação, a futura mamãe, que realiza o pré-natal na rede pública do município, deve ir ao hospital de três em três dias para acompanhamento.

No primeiro atendimento, na tarde do último dia 15, a jovem não estava em trabalho de parto, foi examinada e orientada a retornar em caso de mudança no quadro. No mesmo dia, mais tarde, a gestante retornou já em trabalho de parto e apresentando contrações aceleradas. Neste momento, a equipe médica decidiu pelo parto cesáreo. Ainda no ato cirúrgico o bebê apresentou parada cardiorrespiratória e, mesmo sendo prontamente atendido pela equipe de neonatologia, veio a óbito.

O HFA aguarda a liberação do laudo emitido pelo Serviço de Verificação de Óbitos (SVO) e o caso está sob investigação da Comissão Interna de Óbito Materno-Infantil e das secretarias Municipal e Estadual de Saúde.

Guarapari, 20 de fevereiro de 2019.

Assessoria de Comunicação do Hospital Francisco de Assis (HFA) 

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