Feminicídio: documentário Ato Final promove reflexão sobre violência contra a mulher em Guarapari

Guarapari receberá uma importante ação de conscientização sobre violência contra a mulher. A ação acontecerá no Cine Ritz, no dia 26 de novembro, às 14h, uma sessão especial e gratuita do documentário “Ato Final”, dirigido por Roberta Fernandes e premiado como Melhor Documentário no IndieLisboa, Festival Internacional de Cinema, em Portugal. Após a exibição, o público poderá participar de um debate com especialistas sobre violência doméstica e feminicídio.

A atividade integra o circuito “Ato Final na Estrada”, que percorre diversas cidades capixabas com o objetivo de estimular o diálogo, a reflexão e a identificação dos sinais de violência de gênero. A iniciativa faz parte da campanha “21 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres”, realizada em novembro.

Além da exibição do longa, o projeto promove rodas de conversa com psicólogas, assistentes sociais e advogadas, criando espaços de acolhimento e aprofundamento das histórias apresentadas no filme, muitas delas semelhantes às vividas por mulheres em todo o Brasil.

O documentário mistura entrevistas com encenações protagonizadas por atrizes que representam mulheres vítimas de feminicídio. A narrativa evidencia o ciclo da violência doméstica e como ele evolui até seu estágio mais extremo, o “ato final”.

A diretora Roberta Fernandes reforça o papel transformador da arte: “O filme denuncia como comportamentos violentos são naturalizados e, às vezes, até romantizados. Precisamos falar, reconhecer os sinais e agir, porque o silêncio também mata. O cinema é uma ferramenta de denúncia e sensibilização, capaz de estimular a reflexão coletiva e novas formas de nos relacionarmos.”

Aprovado pela Lei Rouanet e patrocinado pela Ecovias, o circuito já passou por cidades como São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador, Florianópolis, Belo Horizonte, Juazeiro do Norte e Balneário Camboriú, além de Lisboa, Porto e Coimbra, em Portugal.

Sinopse

As personagens centrais de Ato Final estão mortas. Para contar suas histórias, três atrizes revivem, no palco, emoções e situações enfrentadas por mulheres que estiveram à beira do feminicídio. Paralelamente, um grupo de sobreviventes trabalha para apoiar vítimas de relacionamentos abusivos. Juntas, elas gritam, porque o silêncio mata mulheres todos os dias.

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João Pedro Barbosa

Jornalista formado pela Universidade Federal do Espírito Santo.

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