Há um mês da festa de 124 anos de Emancipação de Guarapari, a prefeitura cancelou o evento, e informou que o motivo é a crise econômica nacional, que causa reflexos também no município. E ressaltou que, para manter a oferta e a qualidade dos serviços públicos destinados à população, o prefeito Orly Gomes preferiu pelo cancelamento total dos shows, mantendo apenas o tradicional desfile cívico que acontece no dia 19 de setembro, dia da cidade, na Av. Joaquim da Silva Lima, no Centro da cidade.

Orly“Não há como realizarmos esta festa, que considero um dos mais importantes da cidade, pois, nem os principais patrocinadores deste evento confirmaram sua participação na edição de 2015”, lamentou o prefeito de Guarapari, Orly Gomes.

A decisão não agradou o presidente da Associação de Hotéis e Turismo de Guarapari, que garante que a festa atraí o turismo do estado. “Eu não concordo com o cancelamento da festa da cidade. Em plena crise econômica a nível nacional, não podemos cancelar uma festa. As outras cidades também estão em crise, e estão realizando os eventos normalmente, já que esse é um meio de arrecadar fundos para a cidade. E nessa época do ano, recebemos turistas de cidades vizinhas”, declara Renato Cezar.

Já para a presidente do Conselho Municipal de Turismo, o cancelamento da festa não vai fazer diferença. “Para o turismo o cancelamento da festa não vai fazer muita diferença, por se tratar de uma festa para o público da cidade, e não o público de fora, que são os nossos turistas. E mesmo assim, lamentamos o cancelamento da festa, que é muito importante para os moradores”, comenta Adriana Marques.

E para Themistocles Sant´Ana, presidente da associação de moradores do Centro (Amocentro), o corte é importante. “Se o município realmente está passando por uma crise, acredito que o cancelamento se faz necessário. Contratar grandes bandas para a realização da festa apresenta um custo muito alto. E para valorizar Guarapari, seria importante colocar no palco, talentos da terra e, assim valorizar os cantores locais. Já o desfile no Centro, realmente não poderia ser cortado, por se tratar de uma tradição da nossa cidade”, explica Themistocles, conhecido por Neto.

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