O policial morreu após ser baleado com um tiro na testa durante um patrulhamento preventivo
O policial morreu após ser baleado com um tiro na testa durante um patrulhamento preventivo

Em sua página numa rede social, o Subcomandante do Batalhão de Missões Especiais, Sérgio Luiz Anechini, desabafou sobre a situação enfrentada nesse último final de semana, que foi a morte de um soldado do BME, de forma violenta.

Dayclon Nascimento Feu, de 28 anos, era noivo e estudante de Direito. Ele foi morto , segundo a Polícia Militar, em uma troca de tiros entre policiais e homens armados, no bairro Padre Gabriel, em Cariacica. Um menor de 17 anos, suspeito de participar do tiroteio, foi apreendido no final da manhã de hoje (08). Veja o desabafo:

“Caros amigos,
Ao cumprimentá-los quero externar os mais sinceros sentimentos de gratidão e apreço neste momento em que a família BME sofre um trágico golpe ao perder o nosso irmão e amigo Sd Feu.

Várias pessoas compareceram ao local para dar o último adeus ao soldado. Foto: Guilherme Ferrari/Gazeta Online
Várias pessoas compareceram ao local para dar o último adeus ao soldado. Foto: Guilherme Ferrari/Gazeta Online

Inacreditável como o revés é capaz de despertar um grandioso sentimento de solidariedade e companheirismo, irradiando uma corrente inquebrável, parecendo ter feito acordar o “leão adormecido” em que estávamos há tempos enclausurados. Ver o intenso envolvimento de outros efetivos (ROTAM, GAO, Agências de Inteligência, etc) no mesmo propósito foi algo rejuvenescedor. Algo que nos faz acreditar que é possível mudar o futuro. Algo que nos faz perceber que o sangue que corre cá, corre lá. E vice-versa. Que apesar das diferenças nas vestimentas, o conteúdo é único. De que lutamos pelos mesmos propósitos. Que defendemos a mesma sociedade.

Há tempo vemos a Polícia Militar ser colocada em cheque pelos especialistas de plantão num processo hodierno de descriminalização do crime e marginalização da polícia. Invertendo os papéis sociais, onde o que é certo passa a ser errado e o que está errado é aceito como verdade inquestionável. Onde o agente da lei é desacreditado e o infrator galga o patamar da lisura extrema. Um período de verdadeira desconstrução da autoridade constituída, de desprezo aos valores da moral e da ética.

Choro, honras militares e o clamor por justiça marcaram o enterro do soldado. Foto: Guilherme Ferrari/Gazeta Online
Choro, honras militares e o clamor por justiça marcaram o enterro do soldado. Foto: Guilherme Ferrari/Gazeta Online

Diante deste contexto de inversão moral, a Polícia Militar mais uma vez demonstrou ser uma instituição diferenciada e que merece o respeito e o reconhecimento das pessoas de bem, pois das outras eu nada espero, e pra ser sincero, nem desejo. A despeito dos abutres que vivem da carniça alheia, fomos nós (Batalhão de Missões Especiais) que prestamos o socorro imediato àquele que havia acabado de ceifar a vida de nosso policial. Conduzimo-lo com vida, garantindo o cumprimento da lei e da ordem. Garantimos, através da conduta imparcial, profissional e legalista, a possibilidade de desdobramento do devido processo legal e da ampla defesa para que estes marginais possam se explicar diante das leis do homem. E um dia, das de Deus. E esta meus caros, não falha!

Com muita dedicação, persistência e abnegação, a família BME conseguiu capturar, nesta manhã, o segundo suspeito de ter participado do confronto que nos tirou do convívio o Sd Feu. Mais uma vez, demonstrando todo o profissionalismo que se espera do aparato de segurança estatal, conduziram-no à Delegacia de Crimes Contra a Vida de Cariacica onde foi entregue à autoridade de polícia judiciária para os procedimentos de praxe.
Na oportunidade, não poderia deixar de agradecer a nossa Co-irmã Polícia Civil a qual, nas pessoas do Dr Marcelo Cavalcanti e Dr Fabiano Rosa, nos prestou abnegado e irrestrito apoio e solidariedade.

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Foto: Guilherme Ferrari/Gazeta Online

Fomos atingidos. Estamos sangrando. Mas já estamos de pé como verdadeiros guerreiros da terra de Ortiz. Estaremos ainda mais vigilantes no propósito de retirar do convívio social os dispostos a infringir a lei, mesmo com o risco da própria vida. Pois o nosso lema sempre será: “Não pergunte do que somos capazes, dê-nos a missão!”

Sd Dayclom Nascimento Feu, vá em paz meu amigo. Esteja ao lado do Pai e olhe por todos nós. Lamentamos em demasia a sua falta”.

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