Funcionários da empresa de transporte coletivo Expresso Lorenzutti fizeram hoje (05) uma manifestação em frente à garagem da empresa. A motivação inicial foi o fato de 34 funcionários da Expresso Lorenzutti entrarem em aviso prévio, após o comunicado de demissão da empresa. 107 outros funcionários foram afastados por estarem no grupo de risco.

“É uma movimentação espontânea dos funcionários”, afirmam os manifestantes. Foto: Laura Botechia

Sintrovig. A movimentação contou com a presença do Sindicato dos Rodoviários de Guarapari (Sintrovig) e do Presidente da Câmara Enis Gordin, que também é rodoviário. Segundo este vereador, que também é participante do sindicato e já foi motorista de ônibus, a manifestação “é um ato de desespero”. Segundo os próprios manifestantes: “não é movimento de sindicato ou de empresa. É uma movimentação espontânea dos funcionários.”

Aglomerações. O presidente da Câmara, Enis Gordin, reafirmou a gravidade do problema e a importância da causa. “Estou vereador, mas sou motorista. Eu faço parte dessa categoria, que já não sabe o que fazer e nem pra onde ir. Muitos estão com salários atrasados e nem receberam ticket alimentação.”

Segundo o presidente da Câmera, Enis Gordin, a manifestação foi “um ato de desespero”. Foto: Laura Botechia

“A gente sabe que não pode se aglomerar, se reunir, mas eles já não sabem o que fazer. Vim aqui pra ajudar e informar que já protocolei um ofício pro governo do Estado, para estender uma ajuda no petróleo para as empresas, como na Grande Vitória, para cá, para Guarapari. Acredito que, se o Governo do Estado colaborar e olhar por Guarapari, a empresa vai rasgar esses avisos e vão colocar essas pessoas para trabalhar novamente”, esclarece Enis.

Manifestação. Diante da imprensa e da aglomeração de funcionários, um deles afirmou que a empresa retomar 100% da frota não é uma boa ideia. “Dizer que, se a empresa voltar 100% da frota, vai conseguir arrecadar dinheiro pra pagar a gente, é uma grande mentira. Não tem movimento em Guarapari.”

“Guarapari vive de turismo, né? Não tem pessoas nas praias, porque não pode ter aglomerações diante da pandemia. As aulas foram suspensas, outro fator que também diminui a arrecadação da empresa. Se a empresa não arrecada, ela não paga salário”, comenta o funcionário.

“É o óbvio e o mínimo que temos que entender. Não vai solucionar nosso problema voltar 100% da frota. A empresa vai quebrar, declarar falência e vai ficar todo mundo desempregado”, finaliza.

Resposta. O Portal 27 procurou a assessoria da empresa, que explicou que já foram feitas reuniões para tentar solucionar o problema. A assessoria afirma que já notificou a prefeitura de Guarapari e o prefeito Edson Magalhães, esclarecendo ao município sobre a situação que vem passando diante desta pandemia e pede ajuda para evitar uma situação ainda pior.

Live. O Portal 27 transmitiu a manifestação ao vivo pelo nosso Facebook e pelo Instagram. Confira.

 

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