O cenário da Arena Carioca 1, no Rio de Janeiro, foi o palco de um verdadeiro show da ginástica rítmica brasileira durante o Campeonato Pan-Americano. O grande destaque da competição, encerrada no último domingo, atende pelo apelido de “Furacão”: a capixaba Geovanna Santos, a Jojô. Com apresentações vibrantes e cheias de energia, a ginasta teve 100% de aproveitamento nas provas em que competiu, conquistando duas medalhas de ouro individuais.
Jojô defendeu a seleção brasileira competindo em apenas dois aparelhos (arco e fita) e subiu ao topo do pódio em ambos. “Recebi a missão de competir em dois aparelhos. Missão dada, missão cumprida, 100% de aproveitamento e eu estou muito feliz. Acima de tudo, muito feliz por mim, pela minha treinadora Gizela Batista e por todo mundo que está por trás desse trabalho”, comemorou a ginasta.

Dobradinhas e domínio individual. O Brasil ditou o ritmo do campeonato individual, protagonizando dobradinhas e disputas acirradas com as adversárias:
- Arco: Geovanna Santos garantiu o ouro com a nota de 28.950, seguida pela compatriota Bárbara Domingos (28.600) com a prata. A norte-americana Megan Chu completou o pódio.
- Fita: Jojô garantiu o bicampeonato com 28.400 pontos. Megan Chu ficou bem perto, com a prata (28.350), e Babi Domingos faturou o bronze (28.250).
- Maças: Bárbara Domingos brilhou com o ouro (29.000) em mais uma dobradinha com o Brasil, que teve Maria Eduarda Alexandre com a prata (28.600).
- Bola: A norte-americana Megan Chu levou a melhor e ficou com o ouro (27.500). As brasileiras Maria Alexandre (26.700) e Babi Domingos (26.600) asseguraram a prata e o bronze, respectivamente.
Além dos shows individuais, Geovanna, Babi e Maria já haviam garantido a medalha de ouro por equipes no sábado anterior.
Camisa Verde-Amarela. Para Jojô, o desempenho no Rio reflete o novo patamar que a ginástica rítmica do Brasil atingiu no cenário internacional.
“O Brasil, hoje em dia, é visto com outros olhos. A gente já entra em quadra com o peso de um país que é vice-campeão mundial no conjunto, medalhista em várias etapas de Copa do Mundo. Então a gente já entra chegando, bota moral, né? Estamos escrevendo essa história linda”, destacou.
Temporada. As atletas do conjunto brasileiro deram um espetáculo à parte. Contando com o talento de outra capixaba, Sofia Madeira, o grupo não apenas venceu todas as provas (Geral, Cinco Bolas e Série Mista), como superou as próprias marcas da fase classificatória.
| Prova | Nota Classificatória | Nota da Final | Status |
| 5 Bolas | 28.850 | 29.250 | Ouro |
| 3 Arcos e 2 Pares de Maças | 28.600 | 28.900 | Maior nota do mundo na temporada |

A incrível marca na série mista superou os 28.800 registrados pela Espanha no Campeonato Europeu. O conjunto brasileiro foi formado por Maria Eduarda Arakaki, Nicole Pírcio, Julia Kurunczi, Maria Paula Caminha, Mariana Gonçalves e Sofia Madeira.
“Nosso objetivo aqui sempre foi cravar as séries para aumentarmos nossa confiança. Aumentamos nosso nível de dificuldade e realmente não é fácil, porque se eleva o risco de que algum aparelho caia. Mas sabemos que este é o caminho para conseguir notas mais altas, ou seja, correr o risco”, avaliou Sofia Madeira.
O excelente desempenho no Rio de Janeiro rendeu frutos a longo prazo. O Brasil carimbou o passaporte para o Mundial de Frankfurt, na Alemanha, que acontece em agosto, ao lado de Estados Unidos, México e Canadá. A competição também assegurou a classificação do país para os Jogos Pan-Americanos de Lima-2027.











