O Governo do Espírito Santo apresentou, nesta quarta-feira (30), o Projeto da Lei Orçamentária Anual (PLOA) para 2027. A proposta estima uma receita de R$ 35,4 bilhões para o próximo ano, valor 10,6% superior aos R$ 32 bilhões previstos no orçamento de 2026.
Os dados foram apresentados durante uma coletiva de imprensa com a participação dos secretários de Estado de Economia e Planejamento, Álvaro Duboc, e da Fazenda, Benicio Costa.
De acordo com o governo estadual, o orçamento foi elaborado com foco no equilíbrio fiscal, no fortalecimento das políticas públicas e na aceleração da execução de investimentos. Para 2027, estão previstos R$ 5,27 bilhões exclusivamente para investimentos do Poder Executivo, um aumento de 22,65% em relação ao valor executado no orçamento de 2026.

Para os demais Poderes e instituições estaduais, o projeto prevê R$ 3,9 bilhões. O montante contempla o Poder Judiciário, a Assembleia Legislativa, o Ministério Público Estadual, o Tribunal de Contas e a Defensoria Pública Estadual.
O PLOA 2027 foi encaminhado pelo Poder Executivo à Assembleia Legislativa do Espírito Santo, onde será analisado antes da votação.
Participação popular
Segundo o Governo do Estado, a elaboração da proposta contou com a participação da população por meio de audiências públicas realizadas nos meses de junho e julho. Os encontros ocorreram em diferentes regiões do Espírito Santo e tiveram como objetivo ouvir moradores sobre prioridades e propostas consideradas relevantes para cada microrregião.
Durante as audiências, a população pôde apresentar sugestões, fazer questionamentos e opinar sobre projetos e ações do governo. A consulta também foi disponibilizada de forma on-line, por meio do site do Orçamento 2027.
PLOA prevê R$ 2,45 bilhões para ações climáticas
Outro destaque do orçamento é o chamado Orçamento Climático, metodologia adotada pelo Governo do Espírito Santo desde o PLOA 2025 e que, segundo o Estado, foi aprimorada e incorporada ao planejamento orçamentário.
Para 2027, a previsão é de R$ 2,45 bilhões destinados a ações relacionadas à mitigação e adaptação às mudanças climáticas.
A classificação permite identificar os recursos destinados a iniciativas ligadas à agenda climática e busca ampliar a transparência e o acompanhamento da execução orçamentária dessas ações.











