O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou na tarde de 30 de dezembro o decreto que estabelece o novo valor do salário mínimo em R$ 1.518,00 a partir de janeiro de 2025, e que deve ser pago até o quinto dia útil de fevereiro. A decisão foi formalizada em cerimônia no Palácio do Planalto, com a presença dos ministros Luiz Marinho (Trabalho e Emprego), Fernando Haddad (Fazenda), Alexandre Padilha (Relações Institucionais) e da ministra em exercício da Casa Civil, Miriam Belchior.

O novo piso salarial representa um aumento de R$ 106,00 (7,5%) em relação ao valor atual de R$ 1.412,00. O reajuste segue a política de valorização aprovada em 2023, que combina a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) – 4,84% nos últimos 12 meses até novembro – com o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de dois anos anteriores, garantindo um ganho real de 2,5%.
Durante a cerimônia, o presidente destacou a importância do reajuste acima da inflação para promover a redistribuição de renda no país. “Em nosso governo, o salário mínimo terá ganho real todos os anos. Esse é um compromisso com a valorização dos trabalhadores e o fortalecimento da economia”, afirmou Lula.

Valorização e impacto social
O ministro Luiz Marinho reforçou que o aumento do salário mínimo é uma ferramenta essencial para reduzir a fome e fortalecer os programas sociais no Brasil. “A valorização do salário mínimo é um aliado importante na luta contra a fome, em conjunto com outras políticas públicas. É uma tragédia imaginar o que seria do país sem essa retomada da valorização aprovada em 2023”, declarou Marinho, apontando que o ciclo de crescimento econômico e a queda do desemprego devem continuar em 2025.
Dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) indicam que cerca de 59 milhões de brasileiros têm sua renda atrelada ao salário mínimo, incluindo 19 milhões de aposentados e pensionistas. O salário mínimo também serve como referência para benefícios sociais como o Benefício de Prestação Continuada (BPC), abono salarial e seguro-desemprego.

Uma política renovada
atual política de valorização do salário mínimo foi reinstaurada em 2023 após ter sido abandonada entre 2017 e 2022, período em que os reajustes não garantiram aumento real acima da inflação. Segundo a lei em vigor, o cálculo do salário mínimo leva em conta a inflação do ano anterior, medida pelo INPC, acrescida da taxa de crescimento do PIB de dois anos antes.
O aumento anunciado reforça o compromisso do governo com a melhoria das condições de vida dos trabalhadores e a redução das desigualdades no país.











