O homem de 33 anos, tio da menina de 10 anos e que era estuprada desde os 6, foi preso na madrugada desta terça-feira (18), por volta das 3 horas e 30 minutos. Os policiais conseguiram o contato do homem e negociaram a entrega, ele não resistiu à prisão.

De acordo com os dados da polícia civil, o homem estava na casa de parentes, na cidade de Betim em Minas Gerais. Os policiais responsáveis pela prisão saíram de Vitória na tarde da segunda-feira (17), o homem foi encaminhado para o Complexo Penitenciário de Xuri, na Região Metropolitana de Vitória.

O homem de 33 anos, tio da menina de 10 anos e que era estuprada desde os 6, foi preso na madrugada desta terça-feira (18)

Rastreamento. A prisão conseguiu ser efetiva devido ao trabalho de inteligência da polícia, que estava rastreando o homem há vários dias, desde que ele foi para a Bahia, até a cidade de Betim. O tio não teve o nome revelado para que não seja ligado a menina, porém a polícia divulgou que ele já esteve preso, de 2011 até 2018, por tráfico de drogas.

Governador. Na manhã de hoje o governador Renato Casagrande se pronunciou por meio de suas redes sociais. “A nossa polícia efetuou nesta madrugada a prisão do estuprador da menina violentada no interior do ES. Que sirva de lição para quem insiste em praticar um crime brutal, cruel e inaceitável dessa natureza. Detalhes da operação serão repassadas pela equipe segurança ainda hoje”, comentou o governador.

governador Renato Casagrande se pronunciou por meio de suas redes sociais.

De acordo com os dados da polícia, os representantes legais da menina de 10 anos eram os avós, já que a mãe teria morrido e o pai está preso, porém devido ao caso, a guarda da criança agora está com o Estado. O Ministério Público do Espírito Santo enviou um documento com recomendações e medidas protetivas para a menina, que envolvem mudar de endereço e receber uma nova identidade.

DNA. A polícia científica de Pernambuco colheu amostras do DNA do feto e da menina, que serão comparados com as amostras do homem que forem colhidas no Espírito Santo, para que sejam apresentadas provas materiais do crime.

“Vamos traçar os perfis de DNA dessas duas amostras, enquanto o perfil de DNA do preso vai ser traçado no outro estado. O normal é ele negar, dizer que não foi ele, mas com isso, se apresentam provas materiais do crime de estupro e do que chamamos de paternidade criminosa”, disse a chefe da Polícia Científica de Pernambuco.

Por João Pedro Barbosa, Estagiário