Nesta sexta-feira (16) agentes da Delegacia de Crimes Contra o Patrimônio (Depatri) prenderam Izac Junior da Silva por falsificação de documentos e estelionato.

Segundo o delegado titular da Depatri, Marcos Nery, esta é a segunda vez em pouco mais de um mês que ele vai para a cadeia pelos mesmos crimes. “Ele foi preso no dia 10 de janeiro em flagrante por estelionato, mas após pagar fiança de R$ 5 mil arbitrado pelo juízo foi liberado”, disse o delegado. Ainda de acordo com ele, Izac foi  preso com documentos falsos e a  fraude será provada após a realização da perícia.

Izac Junior da Silva é acusado de falsificação de documentos e estelionato.

Ele revelou que a última vítima de Izac, um senhor que não terá o nome identificado, comprou uma caminhonete Toyota Hillux com ele e depois descobriu que o carro era clonado. “Recentemente ele deu um golpe de R$ 90 mil vendendo um carro clonado e estava em pose de outro veículo, um Jeep Renegade, para dar mais algum golpe. Além disso, verificamos que ele alugou um apartamento apenas para conseguir comprovante de endereço e utilizá-lo em novos crimes”.

Nery disse ainda que Izac usou uma Carteira Nacional de Habilitação (CNH) com a foto dele, porém, com o nome de outra pessoa em um contrato da venda de um Honda Fit  LX para uma mulher, que também não terá seu nome revelado. De acordo com o contrato, a vítima entregaria seu carro, um Ford Fox, de R$ 22 mil como parte da entrada e pagaria 72 parcelas de R$ 600,00.

O delegado contou que o homem não quis fornecer a senha do seu celular para a polícia, mas no cartão de memória foram localizadas várias fotos de documentos em nome de diversas pessoas, da Hillux vendida à vítima e de uma grande quantia em dinheiro.

Foto do dinheiro encontrada pela polícia no cartão de memória do celular de Izac.

“O Izac sempre utiliza um laranja para realizar suas ações. Foi assim com a primeira vítima e será sempre assim, pois ele sabe que daqui a pouco estará solto novamente e poderá usufruir de todo dinheiro que ganha com suas falcatruas. As vítimas ficam com o sentimento de impunidade e a polícia sente que está enxugando gelo. Mas quantas vezes ele for solto, tantas outras vamos prendê-lo”, desabafou Nery.

Autuação. De acordo com o delegado, Izac  tem diversos registros criminais no Rio de Janeiro e em Minas Gerais e já foi condenado por estelionato e falsificação de documentos. O titular da Depatri ressaltou que caso outras pessoas tenham sido vítimas de golpes aplicados por ele, devem comparecer a delegacia para registrar uma denúncia. Ele será autuado por estelionato e falsificação ideológica.

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