O corpo de bombeiros com a ajuda do harpia 02, trabalharam para combater o incêndio. FOTO: MARCELLA LUCCI.
O corpo de bombeiros com a ajuda do harpia 02, trabalharam para combater o incêndio. FOTO: MARCELLA LUCCI.

Utilizando técnicas mais modernas foi possível controlar o incêndio que começou na quinta feira (20), numa das áreas de preservação mais importantes de nosso estado. A utilização de aceiro molhado, de novos equipamentos de combate a incêndio florestal, de capacitação dos militares através de cursos de especialização, contribuiu de modo decisivo para a preservação de boa parte do Parque Paulo César Vinha.

Em 2008, em um incêndio de proporções semelhantes, foram necessários 12 dias de combate, pois não se dispunha desses recursos. Na época, o fogo destruiu um terço da reserva, uma área estimada em 400 hectares de vegetação nativa, ou seja, 400 campos de futebol.

O CBMES comprova, desta forma, a importância da educação continuada e da reciclagem, presentes no cotidiano da Corporação.

Incêndio
O incêndio de grande proporção começou na quinta-feira (20). No primeiro dia, o fogo se alastrou por mais de dois quilômetros de extensão do local. No dia seguindo, o fogo continuou e com maior abrangência do local.

Segundo informações de funcionários da Rodosol, o incêndio teria sido provocado por um morador que havia decidido colocar fogo no lixo da residência.
Segundo informações de funcionários da Rodosol, o incêndio teria sido provocado por um morador que havia decidido colocar fogo no lixo da residência.

 

Segundo o Tenente Coronel Bruno Tadeu do Corpo de Bombeiros, cera de 100 hectares do parque foram devastados. A área queimada representa 100 campos de futebol. Quase 7% do parque foi queimado.

O local por se tratar de uma área de proteção ambiental, muitos animais foram encontrados mortos. De acordo com o Instituto Estadual de Meio Ambiente (Iema), a área do parque é rica em vida selvagem. Ouriço preto, giboia, capivara, tamanduá, libélula, são algumas espécies que vivem no parque, que abriga répteis, mamíferos pequenos e aves.

Essa capivara foi encontrada morta por causa do incêndio no PEPCV. FOTO: ANDERSON LUIZ KRUGER.
Essa capivara foi encontrada morta por causa do incêndio no PEPCV. FOTO: ANDERSON LUIZ KRUGER.

De acordo com os funcionários da Rodosol, a suspeita é de que o incêndio tenha sido provocado por um morador da região de Praia da Sereia, que decidiu colocar fogo no lixo de sua residência. Em virtude dos fortes ventos, o fogo logo se alastrou.

A Rodovia do Sol foi interditada.
A Rodovia do Sol foi interditada.

A fumaça atingiu a cidade inteira e pôde ser vista até de outras cidades da região Sul do Espírito Santo, municípios como: Piúma e Anchieta, foram tomados. A empresa responsável pela rodovia onde o incidente aconteceu, Rodosol, também interditou na sexta-feira (21), por mais de uma hora a Rodovia do Sol entre os KMs 38 e 40.

Equipes do Corpo de Bombeiros e do Instituto Estadual de Meio Ambiente (IEMA), foram deslocadas para o local para trabalhar na contenção e na extinção do fogo.
Os Harpias do NOTAer foram acionados para apoiar o combate ao incêndio com o uso do helibalde e mais uma vez cumpriram sua missão com maestria. Segundo o Tenente Coronel Caus do NOTer, cerca de 24 mil litros de água foram despejados pela equipe de transporte aéreo no local, na quinta-feira.
As possíveis causas da destruição no Parque serão investigadas.

Crime
Provocar incêndio em matas ou florestas é crime previsto na Lei de Crimes Ambientais (Lei nº 9.605 de 1998).
A pena é de dois a quatro anos de prisão e multa. Também é crime causar dano direto ou indireto aos parques, punido com prisão de um a cinco anos, e fabricar, transportar, vender ou soltar balões, com pena de detenção de um a três anos e/ou multa.

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