Mergulhadores de empresa contratada pelos donos da lancha estudam melhor forma de retirar a embarcação do fundo do mar.

Nesta sexta-feira, dia 13 de janeiro, uma equipe da empresa Octopus, que foi contratada pelos proprietários da lancha Chili Peper, está realizando mergulho para estudar a melhor forma de retirar a embarcação do fundo do mar.

Segundo um dos proprietários da lancha, que pediu para não ser identificado, o Instituto Estadual do Meio Ambiente exigiu a instalação de uma barreira de contenção maior para realizar a retirada da embarcação sem causar danos ao meio ambiente. “O IEMA pediu que fosse instalada uma barreira de 200 metros de largura e meio metro de profundidade. Agora a equipe da Octopus aguarda a chegada da barreira e o IEMA aprovar a instalação para retirar”, disse ele.

Ainda de acordo com o proprietário, a empresa contratada deve usar o sistema paraquedas para retirar a lancha. “Eles vão tirar através de balões infláveis, eles são colocados por baixo de lancha vazios e depois que inflam ela sobe. Após a retirada, passam a massa, se tiver alguma rachadura, e depois ela vai para marina”.

Funcionários da empresa Octopus aguardam chegada de nova barreira de contenção exigida pelo IEMA.

Antes da realização de todo esse processo a empresa contratada precisou apresentar um plano de reflutuação, que é um documento exigido pela Capitania dos Portos para retirada da lancha. O documento apresentado nesta quinta-feira, dia 12, e enviado para o Primeiro Distrito da Marinha, no Rio de Janeiro. Lá ele foi aprovado e agora a empresa está autorizada a resgatar a embarcação, o que deve acontecer ainda neste final de semana.

Inquérito. Após a retirada da lancha, a Marinha vai abrir um inquérito para investigar a causa do acidente e também o que levou a embarcação a afundar. Todos os envolvidos, incluindo os passageiros da lancha, serão ouvidos como testemunhas. Esta investigação deve durar 90 dias.

Segundo o coordenador de fiscalização e atendimento de emergências do IEMA, Hezer Galeti, apesar de já ter quatro dias que a lancha afundou, o instituto ainda não estabeleceu nenhuma multa para os proprietários. Mas eles foram autuados no mesmo dia que a lancha afundou. “Não posso afirmar que vai ter multa ou não vai porque vai ter que ser avaliado pelo Iema junto com a Capitania dos Portos se o procedimento adotado pelo responsável pela lancha é satisfatório ou não, se ocorreu vazamento ou não. Até ontem não tinha ocorrido nenhum tipo de vazamento. Pode ser que o cenário mude. A multa vem pelo descumprimento ao impacto ambiental, ela é uma penalidade administrativa”, explicou.

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