A manifestação organizada pelos moradores de Perocão, em Guarapari, na tarde de ontem (03), contou com grande apoio popular, mas o retorno da prefeitura que eles tanto esperavam, não chegou. Os moradores são contra a ida do Centro Pop para o local, e acreditam que os moradores em situação de rua possam gerar mais problemas sociais para o bairro.

Os manifestantes frisam que o bairro não possui moradores em situação de rua, e teme que com a instalação do Centro Pop no local, eles possam migrar para as imediações.

A moradora Karina Cristóvão, participante do protesto de ontem, contou que o apoio da população foi maior do que o esperado. “Nós tivemos um grande apoio. Foram registradas mais de 150 pessoas na manifestação. Queremos que a prefeitura cumpra a promessa da creche, foi pra isso que o prédio foi comprado”.

Karina também disse que tem medo de que a ida do Centro Pop para lá, crie insegurança na região. “Nós não temos muitas escolas de ensino fundamental 2 no bairro, e o principal (colégio) que é o Francisco Araújo, para chegar lá as crianças têm que passar pela frente do Centro, aí a gente tem medo né de acontecer algo com elas (crianças)”.

A professora Climene Araújo frisa que o bairro não possui moradores em situação de rua, e teme que com a instalação do Centro Pop no local, eles possam migrar para as imediações.

“Estão trazendo um problema que nós não temos demanda no bairro, nós não temos moradores de rua. Eles provavelmente não irão ficar vindo aqui para comer e depois voltar para Muquiçaba ou Praia do Morro, eles vão ficar aqui direto, igual acontecia em Santa Mônica quando o Centro Pop ficava lá”.

Por fim, a principal insatisfação dos moradores de Perocão é que a Prefeitura de Guarapari não procurou nenhum representante do bairro para realizar a mudança, e também não respondeu ao protesto feito. Diante da ausência de respostas, o grupo declara que está marcando outra manifestação e pretende entrar na esfera jurídica.

O Portal 27 entrou em contato com a prefeitura de Guarapari através de sua equipe de comunicação, mas até o fechamento desta matéria não recebeu respostas.

Por João Pedro Barbosa, estagiário.

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