Com medo de ficarem sem combustíveis devido a paralisação dos caminhoneiros muitos motoristas estão enfrentando longas filas nos postos para abastecer.

A fila de carros esperando para abastecer seguia da ponte ao longo da avenida Davino Matos. Foto: Rafaela Patrício

Em um posto localizado  próximo a ponte de Guarapari, no Centro, a fila se estende até a avenida Davino Matos. No local a gasolina comum está sendo vendida por R$ 4,59 e ainda é possível encontrar todos os combustíveis, mas devido a grande procura os proprietários não sabem até quando vão poder atender os clientes.

Uma das pessoas que preferiu garantir a gasolina para o seu veículo é o cartorário Alberson Coutinho, que ficou 35 minutos na fila. Apesar da demora, ele apoiou a manifestação. “Acho justo. Mas, infelizmente, quem sofre somos nós. Os caminhoneiros também sofrem, mas a população sofre muito mais  porque da falta de produtos em supermercados e o tempo que a gente perde para abastecer. O país está muito bagunçado, mas vamos torcer para que eles entrem em um acordo se não, vamos sofrer muito mais com o abastecimento de alimentos”.

Marco Aurélio foi em sete postos e esperou mais de uma hora para conseguir abastecer. Foto: Rafaela Patrício

O taxista mineiro Marco Aurélio Ladeira, de 43 anos, só conseguiu abastecer depois de esperar por  mais de uma hora na fila do mesmo posto de combustíveis. “Já fui em sete postos e estão todos sem gasolina. Só teve um que tinha álcool, mas mesmo assim não tinha a quantidade que estou precisando.  Sou de Minas e tenho que está lá amanhã”.

Ele criticou os proprietários de postos que estão aumentando o preço dos combustíveis. “O povo  sempre é  prejudicado em tudo. Não tem jeito, o Brasil está sem solução”.

Filas nos postos do Centro para abastecer. Em um deles os combustíveis já acabou. Fotos: Rafaela Patrício

Nos dois outros postos do Centro a procura também foi grande. Em um deles, que fica localizado na rua Simplício Rodrigues , durante toda a manhã a fila foi enorme e há cerca de meia hora todos os combustíveis acabaram. Já no que fica na avenida Davino Matos, a gasolina comum que é vendida por R$ 4,59 já acabou em uma das bombas e a fila de clientes ainda é grande. 

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