O ministro da Educação, Milton Ribeiro, voltou a defender que crianças com deficiência não estudem na mesma sala com os demais alunos. As informações são do Jornal Metrópoles.

De acordo com o ministro, o governo Bolsonaro não quer “inclusivismo”.

Mesmo sendo criticado por diversos setores da sociedade pelas declarações sobre o tema, o chefe reforçou o argumento de que há crianças com “um grau de deficiência que é impossível a convivência”.

De acordo com o ministro, o governo Bolsonaro não quer “inclusivismo”, e argumentou que certos graus e tipos de deficiência requerem, especificamente, classes especiais. “Nós não queremos inclusivismo”, disse o ministro em entrevista. “Criticam minha terminologia mas é essa mesma que eu continuo a usar”.

Segundo Milton Ribeiro, 12% das crianças com deficiência nas escolas têm um grau que “impede dela ter o convívio” na sala de aula. Nessa porcentagem, os estudantes que não teriam condições de acompanhar seriam cegos, surdos e que tenham algum grau de autismo.

O chefe da Educação já foi alvo de críticas anteriormente por atribuir homossexualidade à “famílias desajustadas” e que crianças com deficiência “atrapalham” o desempenho dos demais alunos na escola.