Existir, reexistir, resistir, com essa consciência honramos nossa ancestralidade.
Nesses dias de exaltar a ancestralidade me sinto e sou atravessada diretamente pela questão etnicorracial. Tenho a oportunidade de atuar em campos diversos desbravando a cultura institucionalizada da segregação as vezes velada, as vezes escancarada, mas sempre latente. Enquanto mulher negra ocupo os espaços sociais que me são de direito, quebrando padrões definidos de beleza, de profissões entre outros e por isso lutamos.

Profª Lillyann Marcia Bruno

Pelo viés educacional seguimos empoderando nossos meninos e meninas das escolas municipais, exaltando seus corpos negros “amontoados” nas periferias, muitas e muitas vezes desprovidos de políticas públicas de acesso nas áreas da saúde, cultura, a expressar a sua própria cultura, sua identidade e sua religião. Temáticas essas, também problematizadas nos espaços formativos com os docentes.

Como professora do curso de pedagogia ao mesmo tempo que incentivamos jovens negras a se emanciparem através dos estudos, colocamos em debate as políticas afirmativas, pois como professora sindicalizada sei do meu papel social frente a legitimação dos direitos a nós negados historicamente. É uma grande oportunidade, estar formando novos professores conscientes das questões etnicorraciais a serem trabalhadas nas escolas e na sociedade como um todo.

E assim, sigo trabalhando como educadora, lutando por uma sociedade com a premissa da equidade. Temos que cobrar essa dívida social e a educação é que parametrizará a população negra a garantir o pagamento. Acredito e trabalho nessa perspectiva.

Por: Profª Lillyann Marcia Bruno
Pedagoga
Mestre em Educação ( UFES)

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