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“Existem pessoas que se intitulam, ou se colocam, na posição de lideranças”

Estava conversando com um amigo jornalista sobre a política em Guarapari. Eu e ele divagávamos (informalmente) sobre como existem pessoas que se intitulam, ou se colocam, na posição de lideranças (ou de líderes) e vendem, para os políticos de nossa cidade e até mesmo do nosso estado, uma moeda podre.

Este termo, moeda podre, é um termo econômico, mas serve muito bem para designar esses supostos líderes. Uma das definições do termo é de que o “valor de mercado é bem inferior ao valor nominal”, ou seja, serve muito bem para designar este tipo de liderança que não vale isso tudo e, algumas vezes, não vale nada.

Conceito. O conceito de liderança é vasto, mas uma frase resume bem o termo. “É a habilidade de motivar e influenciar os liderados, de forma ética e positiva.” Isso tudo na teoria é perfeito. Porém, em alguns casos, esses “líderes de barro”, que são tidos como bons “puxadores” de votos e importantes membros da sociedade, não são nada mais, nada menos, do que vendedores de algo que não têm.

O mais triste é que muitos políticos compraram essa ideia (moeda podre) de que eles realmente exerçam “liderança” sobre os seus segmentos (religiosos, empresariais, comunitários, etc.) Será? Eu tenho minhas dúvidas.

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“Sendo assim, não importa a guerra. Ele sempre está do lado vencedor”

O dom de se multiplicar. Para citar um exemplo, trabalhei nas eleições de 2008 e na ocasião presenciei uma pessoa que se dizia assessor de nada menos que quatro candidatos a vereador. Ele tinha o dom de se multiplicar e estava sempre com um deles por todos os cantos da cidade. O mais interessante é que nenhum dos quatro foi eleito. Que ótima liderança hein?

Mesmo assim, esse “grande líder”, conseguiu se infiltrar e hoje tem o seu cargo garantido em nossa cidade. Só um detalhe: esse emprego foi conseguido por um político que não estava entre os quatro que ele “assessorou”. Sendo assim, não importa a guerra. Ele sempre está do lado vencedor. Realmente, é preciso tirar o chapéu para um sujeito desses.

Qualificados e desqualificados. Enquanto isso, tenho amigos jornalistas, professores e advogados, que são pós-graduados, falando duas ou três línguas, que estão desempregados. Difícil de acreditar, não é?

Caros leitores desculpem o desabafo. Mas, temos que saber diferenciar os qualificados dos desqualificados. É necessário tomar cuidado com os líderes (ídolos) de barro. Para aliviar o tema pesado, finalizo o texto com uma citação bíblica. “Os que se apegam aos ídolos vãos afastam de si a sua própria misericórdia” (Jonas 2.8).

Publicado originalmente no Jornal Folha da Cidade.

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