O carismático padre Gudialace Oliveira conquistou os fiéis da igreja Católica em Guarapari com seu jeito descontraído de pregar a palavra de Deus durante os dois anos em que esteve a frente da Paróquia Nossa Senhora da Conceição, mas em julho ele vai deixar a cidade.

Após dois anos como pároco da Paróquia Nossa Senhora da Conceição, padre Gudialace vai deixar Guarapari em julho.

O sacerdote revelou que está terminando a faculdade de jornalismo, que tem cursado a pedido do bispo Dom Luiz para atender a necessidade da igreja de ter um padre formado nessa área, e os estudos aliados aos compromissos da comunicação da igreja são o motivo de sua transferência.

“Descobri que é muito exaustiva essa rotina de ir todos os dias para Vitória seja para estudar seja para cuidar dos meus compromissos na comunicação da Arquidiocese. Então no início do ano conversei com o bispo e expliquei que tem ficado muito pesado para mim assumir as duas funções. Ele me nomeou como coordenador da pastoral da comunicação na Arquidiocese, já me nomeou um dos diretores da rádio. Também tenho o programa na Rede Gazeta que faço todos os sábados e o programa que faço diariamente na Rádio América pela manhã. Estava muito pesado o meu translado e não só ele, mas o tempo que eu consumia porque são duas horas no trânsito. Mesmo que eu tivesse um motorista seriam duas horas por dia perdida no trânsito que eu não utilizava nem como padre na paróquia nem como comunicador”, explicou o padre.

O vigário afirmou que não foi transferido antes porque  não havia vaga em nenhuma igreja e agora surgiu a oportunidade.  “Vagou a paróquia de Nossa Senhora das Graças, em Vila Velha. O bispo viu a possibilidade de me colocar mais próximo da Cúria, onde desenvolvo esse trabalho de comunicação, e ainda vou poder continuar como pároco”.

Segundo o padre, o motivo de sua transferência para Vila Velha são os estudos e os compromissos da comunicação da Arquidiocese.

Padre Gudialace contou ainda que antes de ser ordenado padre trabalhou um ano em duas comunidades em Guarapari. Depois que se tornou sacerdote e aceitou o pedido do bispo para fazer a graduação iria assumir outra paróquia.”Eu seria o vigário da Paróquia de Itapuã e Dom Luiz me tirou de Guarapari para ficar mais próximo da universidade para estudar. Só que foi preciso a transferência do padre Jorge para Vitória para ficar como reitor do seminário e com isso a Paróquia de Guarapari ficaria sem padre. Ele  pensou em mim para substituí-lo por causa do carinho que as pessoas já tinham por eu já conhecer a paróquia tendo ficado durante algum tempo aqui. Então ele me perguntou se eu teria condições de continuar os estudos e assumir a paróquia de Guarapari e eu assumi”.

O anúncio da transferência começou a ser feito pelo pároco durante as missas no último final de semana e muitos fiéis lamentaram a mudança. “Os paroquianos que já sabem partilham a dor da separação e disseram que gostariam muito que eu ficasse. No entanto eles se mostraram muito compreensivos e falaram que se para mim ficar melhor, entendem que a missão deve ser continuada em outra paróquia também. Então recebi o apoio e a compreensão. Não sem dor. Primeiro eles falaram que se fossem para escolher, eu não iria, mas compreenderam que é necessário”.

Despedida. O padre ainda não sabe quem vai substituí-lo nem quando assume a paróquia em Vila Velha, mas se despede de Guarapari no dia 16 de julho. “Nesse dia vou celebrar as quatro missas dominicais e me despeço em todas elas. Cada missa tem um público e vou celebrar as quatro me despedindo de cada público. Não sei quando assumo na nova paróquia, mas possivelmente será no final do mês”.

Ainda faltam algumas semanas para sua partida e por isso, o sacerdote não quis se despedir agora, mas já adiantou que vai sentir saudades de Guarapari. “É uma cidade que amo muito. As pessoas moram no meu coração até por ser a primeira paróquia que assumi como pároco e isso cria um laço afetivo muito grande. As pessoas me perguntam se estou feliz e digo que feliz não é o adjetivo certo para o sentimento que estou sentindo, não é o ideal. É como um pai de família que está desempregado, a esposa também e tem três filhos e de repente surge um trabalho em um estado distante e ele fala que o bom seria ficar perto dos filhos e da esposa, mas como não tem trabalho e a única vaga que apareceu é longe. Então vou, mas um pedacinho do meu coração vai ficar”, desabafou padre Gudialace.

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