Nascido em Pernambuco, mais precisamente na cidade de Jaboatão dos Guararapes, Doronézio Pedro de Andrade, mais conhecido como pastor Doronézio, fala sobre sua trajetória de vida e de fé em entrevista ao quadro Perfil 27.

Doronézio veio para Guarapari em 1994, para assumir como pastor da Primeira Igreja Batista em Guarapari. Ele lembra que desde seu tempo de seminário, já tinha um desejo de ser pastor no Espírito Santo ou em Minas Gerais. “Eu fui convidado, em abril de 1994, para conhecer a igreja. No domingo em que morreu Ayrton Senna, que é um momento marcante para o mundo, eu estava aqui conhecendo a cidade, a igreja, e, logo após, a igreja me convidou e em agosto de 94 eu assumi aqui o pastorado, no dia 05 de agosto daquele ano”, conta.

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Doronézio veio para Guarapari em 1994, para assumir como pastor da Primeira Igreja Batista em Guarapari.

Família. O pastor é casado com Ivana Andrade, com quem tem três filhas: Andressa, 24 anos, Rebeca, 21, e Adassa, 19. A mais velha é formada em Jornalismo e atualmente está morando no Rio de Janeiro, onde faz um curso de missiologia bíblica, enquanto Rebeca e Adassa cursam Psicologia e Direito, respectivamente, em uma universidade de Vila Velha.

Ele conta como conheceu a esposa: “Eu era seminarista em uma cidade chamada Arapiraca, em Alagoas, e a Primeira Igreja Batista de Maceió tinha uma congregação perto de Arapiraca, em uma cidade chamada Coité do Noia. E aí a Primeira Igreja resolveu passar para a Igreja Batista em Arapiraca o comando dessa congregação, que é uma igreja que ainda não foi formada. E aí, naquele culto de transição, de passar o comando, eu conheci um pouco da juventude daquela igreja que nos visitava e dentre essas pessoas estava uma menina muito bonita chamada Ivana. Ela fazia o terceiro ano de Medicina e a gente começou a dialogar por telefone, a gente se conheceu, de uma maneira mais específica, e Deus confirmou que ela seria a mulher da minha vida”.

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“Ser pastor é um chamado de Deus. Eu sou filho de pastor, meu pai era pastor. Claro que tem toda uma influência, mas eu sempre desejei ser médico”

Antes de ser pastor. Doronézio veio de uma família grande, com 12 irmãos. Antes de virar pastor, ele ajudava o pai. “Meu pai tinha uma borracharia, eu fui borracheiro, eu trabalhei como feirante, eu trabalhei como carregador de feira, eu vendi livro. Então, fui fazendo algumas coisas que me ajudaram a crescer e a depender sempre mais de Deus, até que Ele me chamou para o ministério, para o pastorado, e hoje eu estou aqui fazendo aquilo que está no coração de Deus”.

Pastorado. No dia 09 de agosto, Doronézio irá completar 30 anos de pastorado. “Ser pastor é um chamado de Deus. Eu sou filho de pastor, meu pai era pastor. Claro que tem toda uma influência, mas eu sempre desejei ser médico, e aí eu casei com uma médica. Eu também tenho um irmão que é pastor, isso vai dando um toque, mas houve um momento que Deus me chamou e disse: olha, eu quero que você lide com gente, com igreja, com o pastorado. E daí surgiu esse momento tão especial na minha vida. E tenho dito que ser pastor é uma coisa realmente gratificante. Lidar com pessoas, alterar a eternidade delas, apresentar o evangelho que salva, que transforma, que leva o homem para o céu, realmente é algo que só Deus pode explicar”.

Formação. “Eu sou formado, logicamente, em Teologia, pelo Seminário do Norte, lá em Recife, tenho uma formação na área de Direito, na faculdade em Maceió, e tenho uma formação em Psicanálise”, explica.

Ajudando necessitados. “Eu tenho vários casos de pessoas que estavam não só precisando, mas estavam no desespero, alguns pensando em tirar a própria vida, outros com uma situação de casamento praticamente falido, famílias sem esperança com filhos envolvidos com situações de perigo, mas tinha um caso específico que ficou gravado dentro de Guarapari. Foi de uma jovem senhora, ela perdeu o seu marido, que morava nos Estados Unidos, de uma maneira, assim, inesperada, questão de enfermidade. E um dia, ela subiu no seu prédio e foi para a janela daquele prédio, e ela tentou exatamente o suicídio. E a família, em um ato de desespero, clamando por Deus, me buscou, me procurou, e depois de uma grande luta, porque eu entendo que foi Deus que colocou a mão ali, porque em todo tempo ela dizia que iria se jogar, que não tinha mais sentido para a vida, então depois de horas, de uma luta muito grande, nós pudemos, na ação de Deus, retirar aquela pessoa dali. Hoje ela continua vivendo bem e feliz. Então, esse momento, aqui em Guarapari, ele me marcou muito”.

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“ser pastor é uma coisa realmente gratificante. Lidar com pessoas, alterar a eternidade delas, apresentar o evangelho que salva, que transforma, que leva o homem para o céu”

Política. Doronézio falou sobre o que pensa sobre política e disse que não anseia por atuar na área. “Olha, a política é algo de Deus. A bíblia diz que todas as autoridades constituídas no mundo, elas vieram de Deus. E realmente é isso. Uma cidade, um Estado, uma nação, não tem como ser regido se não houver pessoas envolvidas nessa dinâmica. Gosto da política, da essência de sentar, de discutir. Já fui sondado para essa dinâmica mais pontual. Gosto de estar nesse diálogo com as pessoas, mas Deus me chamou para ser pastor, a minha grande contribuição com a sociedade é na área pastoral, espiritual. Gosto de estar com esses homens e mulheres levando a palavra de esperança, orando com eles, então, tenho entendido que essa é minha grande contribuição. Gosto da política, mas não tenho, em nenhum momento, essa pretensão de ser um político na essência da palavra”.

Versículo. Sobre o versículo que mais lhe chama atenção na bíblia, o pastor diz: “A bíblia é rica. Todas as partes têm a sua importância, mas todos nós temos um versículo que chama mais a nossa atenção. O meu versículo, que sempre me falou ao coração profundamente é Mateus 6:33: Mas buscai, em primeiro lugar, o reino de Deus e a sua justiça e todas as outras coisas vos serão acrescentadas”.

Confira o vídeo com alguns dos momentos da entrevista.