A pesquisa apontou que o aplicativo de mensagens WhatsApp é a principal fonte de informação de 79% dos entrevistados, seguido, nessa ordem, pela televisão, YouTube e Facebook, sites de notícias, rádio e jornais impressos. Mais de duas mil pessoas foram ouvidas.

Para discutir os dados do levantamento e a influência das redes sociais na sociedade brasileira, as ouvidorias do Senado e da Câmara fizeram uma audiência pública nesta quinta-feira. O Ouvidor do Senado, senador Márcio Bittar, do MDB do Acre, destacou que a pesquisa mostra uma descentralização da informação dos grandes veículos de comunicação:

Pesquisa aponta que WhatsApp é a principal fonte de informação de 79% dos entrevistados

“Cada vez mais jovens estão se pautando muito mais pelas mídias sociais do que pela televisão e as mídias sociais quebraram esse monopólio elas elas tiveram essa esse benefício imenso e não há mais hoje como órgão de comunicação monopolizar uma cidade um estado muito menos um país”, afirma Márcio Bittar

O deputado Eduardo Barbosa do PSDB de Minas Gerais, comentou que a proporção que as discussões tomam nas redes sociais pode se transformar em algo agressivo e sem controle:

“A mídia social, ela traz para nós informações, expressões de violência de uma forma muito presente e discriminatória, marginalizadora de alguns segmentos da sociedade, que toma uma proporção inadministrável inclusive pelos agentes públicos. Então, ao mesmo tempo que nós avançamos em concepções de direitos humanos nós temos é um fenômeno novo que pode colocar abaixo tudo aquilo que foi construído em termos de conceitos”,, disse Eduardo Barbosa

O Diretor do Departamento de Banda Larga do Ministério da Ciência e Tecnologia, Artur Coimbra, ressaltou que as fake news, além de atuarem com algoritmos, exercem mais influência em pessoas com opiniões tendenciosas:

“Existem tantos estudos que apontam, estudos empíricos, que apontam a influência dessas plataformas na polarização política e aí são as bolhas algorítmicas e também na divulgação de fake news. Em relação a estudos ainda em desenvolvimento, existem também estudos que apontam que o dano da gente não é talvez tão grande quanto imaginava, quer dizer, você radicaliza posições de quem já está naquele polo”, explica Artur Coimbra.

O twitter ficou na última colocação como fonte de informação para os internautas.

Fonte: Agencia Senado- Reportagem – Lívia Torres em 12/12/2019