Um policial militar à paisana foi espancado por vinte pessoas, na noite desta sexta-feira, 08, no bairro Praia do Morro, em Guarapari. De acordo com o boletim de ocorrência, era por volta das 22h quando o PM foi reconhecido por pessoas que bateram nele e ainda roubaram a pistola de calibre .40 do militar.

Agressões. A assessoria de imprensa da Polícia Militar informou que policiais foram acionados e prosseguiram para a região, onde a vítima informou que teria ido ao local com dois amigos para buscar um uniforme de time de futebol. Os amigos seguiriam para a residência do militar. Porém, quando chegaram à residência, o PM foi reconhecido por um menor, de 17 anos, que gritou para outras pessoas que ele era um policial militar. Neste momento, cerca de vinte indivíduos se aglomeraram e o agrediram.

Policiais Militares fizeram operação na rua dos veranistas na Praia do Morro e apreenderam o menor.

Arma. O servidor público informou ainda que durante as agressões sentia que os suspeitos apalpavam o seu corpo em busca da arma, então ele conseguiu travar o armamento evitando assim que fosse vítima de disparos, porém teve a pistola tomada por um homem, que fugiu do local. Os policiais encontraram a vítima quase desacordada. O militar foi socorrido e encaminhado para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do município.

Outras viaturas do setor e uma equipe da CIMEsp realizaram uma operação na região e o menor, que iniciou as agressões, foi apreendido. Um segundo indivíduo também foi reconhecido e encaminhado a Delegacia Regional de Guarapari. 

Atualizado. Segundo as advogadas Rosânia Soares e Ingridy Kellen, que acompanharam o menor, foram ouvidas duas testemunhas, que estavam com o policial no momento da confusão. Estas relataram que foram até o menor cobrar que o seu irmão devolvesse um uniforme de um time de futebol. Que o policial disse ao menino que avisasse ao seu irmão que voltaria e que queria o uniforme. Nesse momento, o rapaz levantou e perguntou se estava sendo ameaçado, por isso ambos entraram em luta corporal. Segundo as testemunhas “apenas se abraçaram” caindo ao chão. Nesse interim, algum popular teria gritado que era um policial e várias pessoas teriam se aglomerado para agredi-lo.

Convém ressaltar, que as testemunhas disseram que logo que o menor conseguiu se desvencilhar do policial, saiu de perto da confusão e não participou das agressões. Inclusive, o menor não foi apreendido, apenas conduzido ao DPJ para prestar os esclarecimentos. Nem as testemunhas nem o policial militar afirmaram que o menor deu início às agressões. Lamentamos o ocorrido e queremos apenas esclarecer a verdade dos fatos.

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