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Uma noite triste. Uma noite para relembrar aqueles que partiram ou que ficaram marcados para sempre por falta de cuidados médicos. Na noite de ontem (8), mães que perderam seus filhos e tiveram passagem pelo Hospital Francisco de Assis em Guarapari (HFA), foram ouvidas pelos vereadores, durante uma reunião pública na Câmara Municipal.

Estavam presentes os vereadores Thiago Paterlini, Marcos Grijó, Oziel de Souza e Rogério Zanon, além de membros da sociedade civil e imprensa. Posteriormente chegaram os vereadores, Dito Xaréu, Wendel Lima, Sandro Bigossi e kamilla Rocha. 

Na noite de ontem (8), mães que perderam seus filhos e tiveram foram ouvidas pelos vereadores, durante uma reunião pública na Câmara Municipal.

Foram ouvidos e gravados, depoimentos fortes e emocionados de mães que contaram sobre casos de bebês mortos, crianças que não foram diagnosticadas corretamente em suas doenças, ficando com sequelas e posteriormente evoluíram a óbito, e até casos de deboche por parte de alguns médicos.

Morte. Um dos depoimentos foi de Márcia Pereira de Souza, 23 anos, que perdeu a filha em novembro de 2017, relatou que após completar 40 semanas, passou ir ao hospital todos os dias com muitas dores. Ao fazer 41 semanas, a médica foi fazer um ultrassom e viu que a criança não tinha batimentos mais.

Um dos depoimentos foi de Márcia Pereira de Souza, 23 anos.

“Primeiro eles disseram que minha filha teria ingerido merconio, que é o líquido do parto com fezes. E por isso ela teria morrido. Como eles me informaram a causa da morte, eu disse que não precisava enviar para o SVO (Serviço de Verificação de Óbito). A médica me perguntou se eu não iria enterra-la, aí eu disse que não tinha forças, e ela me disse ‘nossa, que mãe bonita, que não quer nem enterrar a filha’. Mas ela não sabia da minha dor. Depois do enterro, no relatório do hospital, está escrito a causa como hipertensão gestacional, não pelo que eles disseram”, contou a mãe.

CPI. Diversas outras mães deram seus depoimentos. O Portal 27 estava lá gravou tudo e vai trazer esses depoimentos em outras matérias. A reunião que foi conduzida pelo vereador Oziel Pereira De Souza, que declarou que medidas precisam ser tomadas e que uma CPI pode ser aberta para investigar os casos.

Convocados.  O presidente da Comissão de Saúde, o vereador Dr. Rogerio Zanon, disse que os depoimentos ouvidos provam que essas mães passaram por um verdadeiro filme de terror. Rogério já convocou a direção do HFA para se explicar em uma reunião que está marcada para o dia 19 de março.

O Conselho Regional de Medicina do Estado do Espírito Santo, começa na próxima semana, a investigar os medidos do Hospital Francisco de Assis.A sindicância aberta, segundo o CRM, foi necessária, diante dos fatos expostos pelas mães que perderam seus filhos no hospital.

Ideally
Camara Municipal de Guarapari – Participe

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2 COMENTÁRIOS

  1. Hospital Magalhães? Que nada primeiro faça funcionar os postos de saúde e upa pra depois falar em novo hospital ….precisamos qualidade não quantidade …. quanto às mães que perderam seus filhos meus sentimentos , mas vi de perto este movimento e percebi que muitas dessas mães querem mesmo é se aparecer, pode até ter tido algum erro do hospital mas não como estão pintando …tem mãe que consome bebidas alcoólicas e fumam durante a gestação ( derrepente até droga consomem) depois querem dizer que os problemas do recém nascido é negligência médica…vai a dica aqui

  2. Tristeza mesmo, infelizmente isso ainda acontece em Guarapari conhecida como Cidade Saúde.

    Mas por falar em hospital, o Hospital Magalhães já deve inaugurado por esses dias?
    Afinal são 12 anos de promessas.

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